Jovem baleada em ação policial na Maré continua em estado grave

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Maiara, de 20 anos, foi baleada na Maré
Maiara, de 20 anos, foi baleada na Maré

A jovem Maiara Oliveira da Silva, de 20 anos, permanece em estado grave. Ela estava grávida quando foi baleada durante uma operação da Polícia Civil no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, na última terça-feira, dia 27. A gestação, de cinco meses, foi interrompida com a morte do bebê, na quarta-feira. Maiara segue internada no Hospital municipal Evandro Freire, na Ilha do Governador, também na Zona Norte.

Maiara foi atingida no dia em que a Polícia Civil realizava uma operação no Complexo da Maré. O grupo alvo da polícia estaria envolvido na morte do menino Leônidas Augusto da Silva de Oliveira, de 12 anos, no último dia 10. E também os suspeitos de um assalto a um depósito do Grupo Pão de Açúcar, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ocorrido em junho. Na ocasião, dois vigilantes foram mortos.

O pai da jovem, o conferente Alberon Sales da Silva, de 48 anos, soube que a filha foi ferida quando estava passando na rua foi avisado de que ela havia sido baleada num beco na Favela Nova Holanda. Ao chegar ao local, viu a jovem sangrando muito.

— Minha filha estava vazando sangue — relatou ao EXTRA.

Conflito de versões

A família de Maiara e a Polícia Civil apresentaram versões divergentes da sequência de acontecimentos da tarde de terça-feira, quando a gestante foi baleada. Segundo Alberon, não havia confronto na Nova Holanda no momento em que a filha foi atingida. Ele também questionou o fato de a polícia não ter utilizado um veículo da corporação no socorro.

— Saí em desespero. Vi o táxi, que tinha acabado de deixar um passageiro, e pedi para o motorista ajudar.

Ao EXTRA, o coordenador da Core, delegado Fabricio Oliveira, explicou que, após a operação, houve uma emboscada a policiais que se preparavam para deixar a comunidade. Ao saberem que uma moradora havia sido baleada, dois agentes prestaram socorro e depois acompanharam a vítima até o hospital. Segundo a polícia, um táxi auxiliou no socorro porque no local só havia blindados, que são veículos lentos, e a situação era urgente.