Jovem de 190kg morre na porta de hospital que não tinha maca para obesos

Jovem morreu à espera de atendimento - Foto: Reprodução/Facebook
Jovem morreu à espera de atendimento - Foto: Reprodução/Facebook
  • Jovem morreu após ter atendimento recusado em dois hospitais por falta de maca para obesos

  • Pelo mesmo motivo, ele aguardou três horas dentro de uma ambulância no terceiro

  • Vitor sofreu três paradas cardíacas dentro do veículo e não resistiu

Um homem de 25 anos morreu na última quinta-feira (5) em São Paulo, após ter o atendimento em um hospital estadual recusado por conta da falta de uma maca especial para pessoas obesas.

Vitor Augusto Marcos de Oliveira foi recusado em dois centros médicos por falta deste equipamento. Encaminhado ao Hospital Geral de Taipas, na Zona Norte da capital paulista, ele aguardou atendimento por cerca de três horas, mas não resistiu.

“A saga começou quando meu filho chegou no Hospital Cachoeirinha, que onde falaram que não tinha suporte para obeso. Aí eu fiquei louca: 'Como assim? Se o Cross [central de regulação de ofertas e serviços de saúde] mandou a vaga para cá, como que não vai aceitar?'", relatou a mãe da vítima, Andreia Marcos da Silva, ao g1.

Vitor pesava 190 kg e, por isso, necessitava de uma maca especial para fazer sua transferência. Nem o Hospital de Taipas e nem os outros dois centros médicos visitados anteriormente dispunham do equipamento.

Três paradas cardíacas

O rapaz havia se sentido mal durante a manhã. A demora no atendimento fez com que ele sofresse três paradas cardíacas. Atendido por socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sem a estrutura necessária, ele morreu dentro de uma ambulância.

"Foi negligenciado, meu filho foi. Meu filho não tem o direito de ter uma maca, meu filho ficou em um assoalho, isso eu nunca vou esquecer. Meu filho morreu em cima de um assoalho, ele não teve direito de morrer em cima de um colchão", disse Andreia.

Agora, a mãe da vítima cobra que os responsáveis sejam punidos e que mudanças sejam feitas para que esse tipo de caso não se repita. “O sentimento da perda nunca vai ser bom, não importa se é filho, irmão, pai, mãe, não importa. A dor do luto é muito difícil. Mas o que eu quero deixar bem claro para as redes públicas, é que dê suporte a obesos, para que outras mães não venham passar o que eu passei.”