Jovem ganha prêmio por descobrir antiviral que pode impedir infecção de COVID-19

Nathan Vieira

A COVID-19 está sendo um verdadeiro marco para a população mundial, com direito a milhões de casos. No entanto, uma jovem de 14 anos pode ter trazido à tona uma luz no fim do túnel. Na última quarta-feira (14), a indiana Anika Chebrolu, que estuda no Texas (EUA) ganhou o prêmio de Melhor Jovem Cientista da América de 2020 e US$ 25 mil (o que equivale a aproximadamente R$ 139 mil) por descobrir um possível medicamento antiviral que pode inviabilizar o Sars-CoV-2.

O prêmio, organizado pela empresa 3M Company em parceria com o Discovery Education, se concentra em motivar jovens a trabalharem com tecnologia. A pesquisa que levou Anika a conquistá-lo envolve o método in-silico, de simulações no computador, na tentativa de rastrear as moléculas que conseguiriam se ligar à proteína Spike do Sars-CoV-2 e bloqueá-la. Na prática, a descoberta pode ser uma possível droga eficaz no tratamento da COVID-19. Acontece que a proteína Spike é usada pelo coronavírus para entrar nas células e entendê-la é essencial para fabricar testes mais confiáveis e promover tratamentos eficazes contra a doença.

Em meio a uma entrevista à CNN, Anika revelou que, a princípio, a ideia era voltada à Gripe Espanhola de 1918, mas as coisas tomaram um novo rumo a partir do momento em que sua orientadora, Mahfuza Ali, a motivou a mudar o tema de pesquisa para estudar a pandemia. "Por causa da imensa gravidade da pandemia da covid-19 e do impacto drástico que ela causou no mundo em tão pouco tempo, eu, com a ajuda da minha mentora, mudamos a direção [do projeto] para atingir o vírus SARS-CoV-2", explicou, na ocasião.

Jovem ganha prêmio por descobrir antiviral que pode impedir infecção de COVID-19 (Imagem: Daniel Dan outsideclick/Pixabay)
Jovem ganha prêmio por descobrir antiviral que pode impedir infecção de COVID-19 (Imagem: Daniel Dan outsideclick/Pixabay)

Com isso em mente, o foco da jovem é trabalhar lado a lado com outros cientistas e pesquisadores que lutam para controlar a morbidade e mortalidade da pandemia de COVID-19. "Meu esforço para encontrar um composto principal para se ligar à proteína de pico do vírus SARS-CoV-2. Pode parecer uma gota no oceano, mas ainda contribui para todos esses esforços. O modo como desenvolvo essa molécula com a ajuda de virologistas e especialistas em desenvolvimento de medicamentos determinará o sucesso desses esforços", acrescentou a estudante.

"Anika tem uma mente inquisitiva e usou sua curiosidade para fazer perguntas sobre uma vacina para COVID-19. Seu trabalho foi abrangente e examinou vários bancos de dados. Ela também desenvolveu uma compreensão do processo de inovação e é uma comunicadora magistral. Sua disposição de usar seu tempo e talento para ajudar a tornar o mundo um lugar melhor nos dá esperança", apontou a Dra. Cindy Moss, jurada do prêmio que Anika conquistou.

Fonte: Canaltech

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