Jovem morta por advogado na BA queria terminar relacionamento por 'privação de liberdade', diz irmão

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SALVADOR - A jovem Kezia Stefany da Silva Ribeiro, de 21 anos, morta pelo advogado e namorado José Luiz de Britto Meira Júnior, queria terminar o relacionamento por "privação de liberdade" e uma rotina de brigas entre o casal, disse seu irmão de criação Devid Francis Silva ao jornal Correio. Ela levou um tiro neste domingo no apartamento do criminalista no bairro Rio Vermelho, na capital baiana Salvador.

- Os dois discutiam demais. Ele sempre quis ela a qualquer custo. O irmão biológico dela, que mora em São Paulo, quando vinha para Feira de Santana, passava o final de semana na casa deles no Rio Vermelho (bairro de Salvador). Ele presenciou várias situações de possessividade dele, não deixando ela sair sozinha pra lugar algum - relatou ao Correio.- Ela queria o fim da relação, por conta dessa privação de liberdade, mas ele não. Aproveitava que ela não trabalhava, que tinha pouco estudo, e a comprava com presentes. Então, ela ia empurrando a relação.

Segundo a polícia, o casal estava junto há cerca de dois anos. Kezia e Júnior se conheceram por intermédio de uma amiga, que os apresentou. Pouco depois de engatarem um relacionamento, eles passaram a morar juntos.

Júnior foi preso neste domingo por suspeita de matar a tiros a namorada dentro de seu apartamento em um condomínio de alto padrão no bairro Rio Vermelho. De acordo com a polícia, o criminalista levou o corpo da jovem para o Hospital Geral do Estado (HGE) e fugiu na sequência. Ele foi localizado depois na casa de um familiar e detido em flagrante. O advogado alega que foi um acidente.

Após o ocorrido, Júnior foi exonerado da Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia (OAB-BA). Um procedimento para deliberar sobre uma suspensão cautelar de suas atividades também será instaurado, possivelmente ainda nesta segunda-feira.

Segundo o presidente da Comissão de Prerrogativas, Adriano Batista, a exoneração é uma medida preventiva para preservar as partes envolvidas. A comissão é responsável por fiscalizar o cumprimento dos instrumentos da advocacia. O Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da OAB decidirá, de forma colegiada, se Júnior será suspenso.

Caso a ação penal seja deflagrada, Júnior pode ser expulso dos quadros da OAB, se condenado. Nessa hipótese, ele perderia definitivamente a condição de advogado.

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