Jovem pede ajuda para estudar e cumprir promessa a pai morto

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Estudante escreve carta para pedir ajuda em Feira de Santana (BA)
Estudante escreve carta para pedir ajuda em Feira de Santana (BA)
  • Uma jovem de 16 anos escreveu uma carta a uma emissora de TV pedindo ajuda financeira

  • Rayla Verônica mora com a mãe, desempregada, e a irmã mais velha, portadora de doença neurológica

  • A adolescente havia prometido ao pai, morto em 2018, que cuidaria da família

Uma jovem de 16 anos pediu ajuda para continuar estudando e cumprir uma promessa ao pai, morto em 2018. Rayla Verônica mora junto com a mãe e a irmã mais velha em Feira de Santana (100 quilômetros de Salvador) e escreveu uma carta à TV Subaé, afiliada da Globo.

Na correspondência, a adolescente pede ajuda para amenizar as dificuldades financeiras que enfrenta com a família e manter os estudos. Ela disse que escreveu a carta como um pedido de socorro, pois nem sempre tem o que comer em casa.

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Raimunda, mãe de Rayla, está desempregada. As três vivem do benefício que a irmã mais velha, Renildes, recebe da Previdência Social, mas a quantia não é suficiente para as despesas da casa e dos remédios que ela precisa tomar para uma doença neurológica que provoca crises convulsivas.

"Falta alimento, falta estrutura para a casa, eu não tenho condições financeiras. A casa está rachando e quando chove eu tenho que desentupir o esgoto para a água não entrar, como já aconteceu", disse Raimunda à TV Subaé.

Para tentar aliviar a situação, Rayla buscou por uma oportunidade de trabalho, mas os planos foram frustrados. "Eu ia começar a trabalhar em 2020, no programa Jovem Aprendiz, para ajudar a minha família. Infelizmente a pandemia veio e minha mãe não deixou, por causa do risco à saúde", explicou a jovem.

A situação da família piorou quando o patriarca morreu, em 2018: "Eu tinha motivos para desistir, mas não fiz isso, e não farei por conta de uma promessa que fiz para o meu pai, de cuidar da minha mãe e da minha irmã. Eu já tinha vontade de estudar e vencer na vida, com essa promessa, isso se fortaleceu".

A mãe de Rayla disse que a menina sempre gostou de estudar e que quando as aulas passaram a ser remotas, por causa da pandemia, decidiu comprar um computador usado, cujo pagamento foi dividido em em seis parcelas. Contudo, Raimunda sequer conseguiu pagar a primeira.

"Ela é uma menina muito estudiosa, graças a Deus. Eu não consegui comprar um computador na loja, mas consegui esse de segunda mão. Estamos aqui pela graça de Deus e se alguém puder nos ajudar, seremos muito gratas", diz a dona de casa.

Quem quiser ajudar a família pode entrar em contato através do telefone (75) 9 8352-1430.

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