Jovem perfura braço em lança de portão após fugir da PM em festa clandestina

Redação Notícias
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Segundo os socorristas, o jovem foi encontrado em pé com objeto pontiagudo do portão transfixado no pulso esquerdo (Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)
Segundo os socorristas, o jovem foi encontrado em pé com objeto pontiagudo do portão transfixado no pulso esquerdo (Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)
  • Um jovem de 21 anos perfurou o pulso com uma lança de ferro de um portão, em Palmas, no Tocantins, na madrugada do último domingo (25), ao tentar fugir da polícia

  • O homem participava de uma festa clandestina em uma chácara

  • O Hospital Geral de Palmas informou que ele passou por procedimento cirúrgico e não corre risco de morte

Um jovem de 21 anos perfurou o pulso com uma lança de ferro de um portão, em Palmas, no Tocantins, na madrugada do último domingo (25), ao tentar fugir da polícia. O homem participava de uma festa clandestina em uma chácara.

A polícia foi acionada para encerrar o evento e precisou chamar o Corpo de Bombeiros Militar para socorrer o jovem. De acordo com o UOL, a festa reunia 300 pessoas na propriedade localizada no setor de chácaras Santa Fé, o público estava aglomerado e a maioria não usava máscara de proteção contra a Covid-19.

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O Corpo de Bombeiros Militar informou que recebeu o chamado de socorro por das 3h da madrugada de ontem. Dois veículos foram deslocados até a chácara para prestar atendimento.

Segundo os socorristas, o jovem foi encontrado em pé com objeto pontiagudo do portão transfixado no pulso esquerdo. Ele tentou pular o portão, mas escorregou e a seta transfixou o pulso. 

"Os militares tiveram que usar equipamentos específicos para cortar o metal e resgatar a vítima. Ainda no local, após ter o objeto cortado, o homem recebeu os primeiros socorros e foi encaminhado para o Hospital Geral de Palmas", relatou o Corpo de Bombeiros.

O Hospital Geral de Palmas informou que ele passou por procedimento cirúrgico e não corre risco de morte. O nome dele não foi divulgado.

Governo proíbe eventos

De acordo com as normas do governo do estado do Tocantins, este tipo de evento está proibido durante as restrições determinadas para controle da pandemia do coronavírus.

No estado, 156.656 pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus e 2.464 morreram em decorrência da Covid-19.

Polícia realizou operação contra festas clandestinas (Foto: Divulgação/Polícia Militar)
Polícia realizou operação contra festas clandestinas (Foto: Divulgação/Polícia Militar)

Polícia descobre duas motos roubadas no evento

A Polícia Militar do Tocantins informou que a "operação Covid" encerrou duas festas clandestinas em Palmas no último fim de semana.

A primeira foi a que o jovem se acidentou. Equipes das Forças de Segurança constataram a aglomeração de 300 pessoas e descumprimento de regras sanitárias.

Segundo UOL, os policiais dissiparam a aglomeração e durante a ação observaram que dois homens estavam em uma motocicleta roubada. 

O condutor foi preso pelo crime de receptação. A motocicleta foi apreendida. No caso do organizador da festa da chácara do setor Santa Fé, ele tentou fugir, mas foi flagrado com uma grande porção de loló. Ele vai responder pelo crime de tráfico de drogas.

1200 pessoas em chácara

A segunda festa clandestina flagrada pelas Forças de Segurança do Tocantins ocorria em uma chácara localizada na marginal leste, próximo ao sindicato rural de Palmas. O evento reuniu cerca de 1.200 pessoas na noite do sábado.

Os proprietários das duas chácara e os organizadores das festas clandestinas foram detidos e autuados por causar aglomeração ao descumprir o decreto vigente do governo do estado que proíbe a realização de eventos neste período para conter o avanço da infecção do novo coronavírus, causador da covid-19. 

Todos os detidos nos dois eventos clandestinos foram levados para a 1ª Delegacia de Polícia Civil de Palmas, localizada no centro.

Os nomes das chácaras, dos proprietários e dos organizadores não foram divulgados em cumprimento a lei de Abuso de Autoridade, que proíbe agentes público a identificarem publicamente pessoas que não obtiveram condenação aos crimes que estão suspeitas.