Jovem que sobreviveu à queda de marquise permanece internado

ALFREDO HENRIQUE
SÃO PAULO, SP, 14.11.2019 – MARQUISE-SP: Estragos feitos pela queda de uma marquise de um prédio na rua Bela Cintra, em São Paulo, na noite desta quarta-feira (13). Um estudante morreu no local e o outro ficou ferido. (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O estudante João Tess Portugal, 18 anos, que sobreviveu à queda de uma marquise, por volta das 19h desta quarta-feira (13), no Jardim Paulista (zona oeste da capital paulista), foi submetido a uma cirurgia, na madrugada desta quinta-feira (14), para a fixação externa de seu tornozelo, que quebrou.

Segundo o hospital Sírio Libanês, o jovem também sofreu fraturas nas costelas, mas sem necessidade de intervenção. Não há previsão para que ele tenha alta.

Ele e Thiago Nery, também de 18 anos, foram atingidos por uma estrutura de cerca de 15 metros de extensão, quando conversavam. O amigo não resistiu e morreu ainda no local, como foi constatado cerca de 15 minutos após os bombeiros conseguirem retirar as vítimas dos escombros.

Um policial que acompanha o caso falou que o 78º DP (Jardins) investiga o que teria motivado a queda da marquise. Caso for constatada negligência, a polícia vai identificar responsáveis para serem responsabilizados pela morte e pelos ferimentos dos jovens.

Nery era aluno do terceiro ano do Colégio Santa Cruz, em Alto de Pinheiros (zona oeste). Portugal completou 18 anos no dia do acidente e comemorava o aniversário com amigos no prédio onde mora, antes de ser atingido pela marquise. 

Logo após o acidente, o coordenador da Defesa Civil, Marcos Santana, afirmou que a marquise tinha 15 metros de extensão. "Aguardamos a avaliação de um engenheiro para saber o que fez a estrutura cair. O que se pode afirmar é que havia pontos de infiltração na marquise", diz. Ele não soube informar o peso da estrutura.