Jovem que usou foto de Hitler em bolo de aniversário é investigada no RS

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Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais
  • Ela compartilhou as fotos nas redes sociais

  • Estudante da UFPel, a Universidade se pronunciou sobre o caso

  • Apologia ao nazismo pode dar até 5 anos de reclusão

Uma jovem que usou a foto de Adolf Hitler em um bolo de aniversário em Pelotas, no Rio Grande do Sul, está sendo investigada pela Polícia Civil. Ela poderá responder por apologia ao nazismo.

A suspeita, que cursa História na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), compartilhou fotos em suas redes sociais na última semana para celebrar seu aniversário de 24 anos. Uma das imagens é do bolo de aniversário, com uma foto do ditador nazista em cima.

O delegado à frente do caso, Márcio Steffens, informou que foi aberto um inquérito para apurar o caso. O crime de apologia ao nazismo é punível com 2 a 5 anos de reclusão. As informações são do portal G1.

Em nota, a UFPel se manifestou sobre o caso e disse que “está acompanhando e averiguando os fatos ocorridos recentemente com a cautela necessária, também para que não aconteçam atos injustos, devido a análises intempestivas de nossa parte”.

Leia a nota completa

“Uma universidade precisa ser um espaço de apoio a todas as pessoas, garantindo direitos, valorizando a vida. A UFPel é contra qualquer forma de enaltecimento ao nazismo, ao fascismo e a autores de crimes contra a Humanidade. Em dias tão tristes como os que estamos vivendo, de pandemia, de afastamento e de crise de valores, precisamos cuidar de nós, cuidar das pessoas à nossa volta, assim como daqueles e daquelas que necessitam do nosso apoio.

Nesse sentido, a UFPel está acompanhando e averiguando os fatos ocorridos recentemente com a cautela necessária, também para que não aconteçam atos injustos, devido a análises intempestivas de nossa parte.

A assessoria da reitora Isabela Andrade também reitera que, concretamente, “repudiamos qualquer apologia ao nazismo ou qualquer outra forma de discriminação. Além disso, tendo em vista que o fato não ocorreu nas dependências da universidade e nem em qualquer atividade acadêmica, ao recebermos a notícia dos fatos, encaminhamos imediatamente à autoridade policial para as providências adequadas”.

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