Jovem que voltava do trabalho é um dos atropelados e mortos em ponto de ônibus

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RIO — Depois de um dia de trabalho em uma fábrica de pães, Douglas Reis de 22 anos, foi para às margens da Rodovia Presidente Dutra, em Seropédica, na Baixada Fluminense, nesta terça-feira, esperar por uma condução que o levaria para casa, no município vizinho de Queimados. A viagem, no entanto, nunca chegou a acontecer. Quando estava em um ponto de ônibus, ele e mais três pessoas foram atropeladas por um Fiat Fiorino carregado com armas, drogas e munição. Douglas ainda foi levado para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, mas não resistiu e morreu.

Além dele, outro homem atingido pelo veículo morreu no local do acidente. Outras duas pessoas ficaram feridas. Elas foram medicadas na mesma unidade de saúde onde Douglas foi atendido e conseguiram sobreviver. Duas pessoas foram presas em flagrante por homens da Polícia Rodoviária Federal e por policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil.

São elas o motorista da Fiorino, que tentava fugir de uma perseguição policial, e um outro bandido, que estava num segundo automóvel e dava cobertura para o primeiro. Dentro do veículo atropelador, os policiais encontraram 570 quilos de maconha, seis fuzis, 35 pistolas, cem projéteis intactos calibre 45 e 75 carregadores .

Nesta quarta-feira, parentes de Douglas foram ao Instituto Médico-Legal de Nova Iguaçu para liberar o corpo do rapaz. Segundo Rafael da Costa Reis, primo de Douglas, a vítima era filho único e tinha dois sonhos. O de ingressar na Polícia Federal e o de cursar a faculdade de engenharia elétrica

—Ele era muito caseiro. Não gostava de balada ou bebida. Era do trabalho para casa e para família. Ele tinha o sonho de ser policial federal. Na semana passada comentou comigo que queria fazer a faculdade na área de engenharia elétrica. Já estava até fazendo um curso de eletrônica — disse Rafael Costa Reis.

Nesta quarta-feira, no local onde o acidente aconteceu, na pista sentido Rio da Rodovia Presidente Dutra, altura do km 203, ainda era possível encontrar marcas do episódio de violência, ocorrido na véspera. Pedaços de um borrachão lateral do Fiat Fiorino estavam ao lado de uma pista marginal que dá acesso a uma entrada para Seropédica.

Um pedaço de um cordão de um crachá de uma das vítimas também podia ser visto por quem passava pelas margens da rodovia. Segundo testemunhas, a Fiorino saiu da pista e atropelou as pessoas no ponto de ônibus. Ainda desgovernado, o veículo rodou por cerca de 150 metros até cair numa valeta lateral.

O material apreendido iria ser entregue em uma favela do Rio de Janeiro e veio de Santa Catarina. O homem que dirigia o Fiat Fiorino revelou que era motorista de aplicativo e que ganharia R$ 8 mil para transportar o armamento e a droga.

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