Jovem de São Gonçalo é acusado por reconhecimento fotográfico e absolvido pela 13ª vez

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Foto: Reprodução
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  • O jovem tem sua foto em álbuns de reconhecimento de delegacias, que servem para vítimas identificarem suspeitos

  • Cláudio já ficou em regime semiaberto entre 2016 e 2018

  • Hoje, ele tira várias selfies ao dia para criar álibis e evitar novas acusações

Na última quinta-feira (20), o motoboy Cláudio Junior Rodrigues de Oliveira, de 24 anos, foi absolvido pela Justiça pela 13ª vez. Nesse dia, ele era julgado por roubo qualificado na 3ª Vara Criminal, em São Gonçalo, Rio de Janeiro.

Naquele dia, assim como em todas as outras vezes em que esteve no banco dos réus, Cláudio foi incriminado com base em reconhecimento em álbuns de fotografias de delegacias.

O jovem chegou a ser condenado uma vez, mesmo quando a vítima desse caso não o reconheceu como seu assaltante. Por este crime, ele cumpriu cinco anos e quatro meses em regime semiaberto, de 2016 a 2018.

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Este ano ele ficou preso novamente por dois meses. Desde então, Cláudio tem se fotografado várias vezes ao dia com o intuito de criar álibis, de forma a evitar ser preso novamente. Em liberdade, Cláudio que trabalha desde os 14 anos, e que seu sonho é cursar o Ensino Superior.

"Fico receoso de acontecer de novo. Se acontece um assalto em um dia comum, o que eu faço para comprovar que não era eu? Não tem como eu me filmar 24 horas por dia", afirmou.

O jovem declarou também que pretende lutar para que sua imagem saia dos álbuns de fotografias das delegacias.

"Essa é a próxima luta. Por enquanto vivo com medo de ter a vida interrompida novamente, mas é ter fé e acreditar em Deus", contou.

A advogada de defesa do jovem avalia pedir uma revisão criminal da sentença recebida, que, em última instância, pode anular sua condenação.

Além da advogada, o caso de Cláudio é acompanhado pela Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ).

Cláudio foi absolvido de acusações de roubo majorado em inquéritos da 72ª DP (São Gonçalo), da 73ª DP (Neves) e da 81ª DP (Itaipu). Já sua condenação, em 2017, veio de uma investigação do 81º DP. Sua pena foi de em 5 anos e 4 meses em regime semiaberto.

Na lista abaixo, levantada pelo portal G1, estão os inquéritos nos quais Cláudio foi supostamente reconhecido, com base nas fotografias:

  • Março de 2016: quatro inquéritos na 72ª DP (São Gonçalo).

  • Abril de 2016: um inquérito na 72ª DP (São Gonçalo).

  • Maio de 2016: três inquéritos da 72ª DP (São Gonçalo).

  • Junho de 2016: um inquérito na 72ª DP (São Gonçalo).

  • Julho de 2016: um inquérito da 81ª DP (Itaipu), em Niterói.

  • Agosto de 2016: um inquérito da 81ª DP (Itaipu), em Niterói.

  • setembro de 2016: um inquérito da 81ª DP (Itaipu), em Niterói.

  • agosto de 2020: um inquérito na 73ª DP (Neves).

  • novembro de 2020: um inquérito na 73ª DP (Neves).

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