Jovens falam da esperança que chega junto com primeira dose da vacina

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RIO — Os olhos marejados, o andar mais apressado e os planejamentos que floresciam a cada passo mais próximo do posto de vacinação foram apenas algumas das sensações externadas pelos jovens com 18 anos ou mais que buscaram hoje a imunização contra a Covid-19 no Rio, nesta sexta-feira. E foi nesse clima de esperança, nervosismo e ansiedade para a segunda dose que o município concluiu o calendário de vacinação de adultos até 18 anos.

Para a estudante Mariana Alonsio, foi como um evento com direito à pré e até "after" de comemoração com um café da manhã entre ela e mais duas amigas que foram juntas com ela ao posto de vacinação, no Centro Municipal de Saúde São João Barros Barreto, em Copacabana, Zona Sul do Rio.

— Eu lembrei muito da primeira dose da vacina aplicada no Brasil, que aconteceu no mesmo dia da segunda prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Foi muito impactante para todas nós e, hoje, ter chegado a nossa vez, quando parecia tão distante, foi muito emocionante. Choramos muito — conta.

João Pedro Goguen estava feliz. O ponto de vacinação escolhido por ele foi o da Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, perto do seu trabalho. Para o jovem, que não parou de estudar, mesmo on-line, e nem de trabalhar, a vacina chega com uma carga de lembrança.

— Estou muito feliz. Acordei bem ansioso. Mas lembro muito de tudo o que perdi até aqui. Minha preparação para o Enem de casa tem sido bem complicada, meu terceiro ano está sendo remoto, cheio de dificuldades por problemas no acesso do aplicativo que disponibilizaram. Estou pagando planos de estudo por fora para compensar e me ajudar nas provas. Espero que tudo passe — diz.

Em dupla, Renata Souza e Gabriela Souto, ambas de 18 anos, foram ao mesmo posto que João. Segundo elas, o encontro para hoje já estava planejado há tempos, ainda mais para Gabriela, que precisou de uma encorajada por medo de agulha:

— Eu confesso que estava com medo. Não gosto de tomar injeção, nem nada parecido. Mas é importante que a gente tenha esse ato. Só queremos que tudo isso passe logo.Renata, que perdeu o avô para a Covid-19, conta que vê a vacinação como algo inicial, mas já com esperança.

— Acho que vamos ter menos preocupações. Não é o final de tudo. Ainda vamos precisar ter cuidados, usar máscara, mas vejo como um alívio maior.

Para o casal Leonan Oliveira e Eduarda Monteiro, o amor foi o elo de encorajamento para o dia de hoje. Ambos acordaram animados e esperando pela vez de cada um, mas Eduarda estava com medo. Após a aplicação da dose, a emoção, segundo eles, foi compartilha e em dose dupla.

— Minha família não pegou, mas, na dela, todos pegaram, por sorte, não foi algo grave. Essa vacinação dá uma esperança para nós e uma sensação de mais conforto — diz Leonan.

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