Jovens negros foram abordados pela PM após protestarem contra motociata bolsonarista

Jovens negros foram abordados pela PM após protestarem contra motociata bolsonarista. Foto: Reprodução / UOL
Jovens negros foram abordados pela PM após protestarem contra motociata bolsonarista. Foto: Reprodução / UOL

Após protestos no Rio de Janeiro contra a motociata de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta quarta-feira (7), jovens foram parados pela Polícia Militar e revistados. Eles estavam em um ônibus da linha 474 (Jacaré x Copacabana) e foram retirados pelos policiais. A foto de oito jovens negros, feita por uma repórter do UOL, viralizou nas redes sociais.

A revista foi filmada por uma testemunha. As imagens mostram os jovens apoiados com as mãos no ônibus, enquanto os demais passageiros permaneceram dentro do veículo, sem serem revistados. A PM revistou as roupas, bolsas, celulares e até alimentos que os meninos portavam.

Um dos policiais chegou a desbloquear o celular de um dos jovens, mexendo em aplicativos e mensagens. Outro rapaz chegou a mostrar a carteira de trabalho, segundo mostram as imagens.

Nao se sabe a identidade dos jovens. Segundo a PM informou ao UOL, o motivo da revista foi por conta de um roubo de celular, mas não deram detalhes sobre a autoria do roubo nem a relação dos jovens com o ato.

Durante a motociata de apoiadores do presidente, os mesmos agentes da PM fechavam o transito para facilitar o ato. A reportagem registrou o momento em que os meninos se debruçaram na janela do ônibus, fazendo "L" em alusão ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e xingando os motociclistas.

Bolsonaro encerrou as festividades da celebração do Bicentenário da Independência do Brasil, nesta quarta-feira, 7 de setembro, com um discurso no Rio de Janeiro.

Ao contrário do ano passado, em que chamou as eleições de "farsa", disse que só sairia da presidência "preso ou morto" e fez ameaças ao Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro seguiu o conselho de sua equipe e diminuiu o tom.

Pesquisas eleitorais, como saber em quais posso confiar?

Em meio a essa diversidade de levantamentos existentes no Brasil, muitos eleitores não sabem em quais resultados acreditar.

No primeiro dia do ano passou a ser obrigatório (leia a resolução clicando aqui)o registro junto à Justiça Eleitoral de qualquer pesquisa pública relacionada às eleições para presidente e governador. Porém, se uma pesquisa está registrada não necessariamente significa que ela será confiável, isso porque não há nenhum tipo de fiscalização prévia sobre a metodologia desses levantamentos.

Atualmente, a confiabilidade das pesquisas é garantida no Brasil por meio da transparência. São algumas das informações que devem ser cadastradas junto à Justiça Eleitoral, tornando as pesquisas passíveis de contestação, caso qualquer irregularidade seja encontrada posteriormente:

  • Nome do contratante

  • Valor cobrado pela pesquisa

  • Origem dos recursos investidos

  • Metodologia

  • Período de realização

  • Sistema de fiscalização da coleta de dados

  • Tipo de questionário aplicado

Para identificar os atributos que mais merecem atenção nas pesquisas eleitorais, a reportagem do Yahoo! Notícias conversou com alguns especialistas no assunto e separou uma lista com os pontos mais importantes, confira aqui.

Qual a data das Eleições 2022?

O primeiro turno das eleições será realizado no dia 2 de outubro, um domingo. Já o segundo turno – caso necessário – será disputado no dia 30 de outubro, também um domingo.

Veja a ordem de escolha na urna eletrônica nas Eleições 2022

  1. Deputado federal (quatro dígitos)

  2. Deputado estadual (cinco dígitos)

  3. Senador (três dígitos)

  4. Governador (dois dígitos)

  5. Presidente da República (dois dígitos)