Juíza determina que 'faraó dos bitcoins' volte para cadeia em que estava até transferência para unidade de segurança máxima

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A juíza federal Rosália Monteiro Figueira, da 3ª Vara Federal Criminal, determinou, na tarde desta quarta-feira, que o ex-garçom Glaidson Acácio dos Santos, de 38 anos, dono da GAS Consultoria, volte imediatamente para a Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza, no Complexo de Gericinó, em Bangu, onde ele estava preso desde o último dia 25 de agosto. O empresário, conhecido como "faraó dos bitcoins", havia sido transferido para a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino, uma unidade de segurança máxima também chamada de Bangu 1, após a corregedoria da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) encontrar quatro celulares, picanha e linguiça próximo à cela em que ele estava.

De acordo com a magistrada, uma análise de documentos enviados pela defesa de Glaidson demonstrou que não havia relação comprovada entre o material apreendido e o ex-garçom. Agora, a Seap tem um prazo de 24 horas para realizar a trasferência do preso de volta à cadeia de origem.

Procurada, a Seap informou que ainda não foi oficialmente comunicada da decisão. A pasta acrescentou que, tão logo o documento seja recebido, a determinação da magistrada será cumprida de imediato. "Foi uma vitória para a defesa, já que foi desfeita uma imagem de que o Glaidson corrpompia todo mundo", afirmaram, por nota, os advogados Nabor Bulhões, Nélio Machado, Martsung Alencar e Cláudio Costa, que representam o empresário.

Além do próprio ex-garçom, a juíza federal também ouviu dois policiais penais que fizeram as buscas nas galeras e celas em que o material foi encontrado. Consta no boletim de ocorrência da apreensão, registrada na 34ª DP (Bangu), que a vistoria foi realizada na Galeria B, nas celas de número 10 a 14.

Após a varredura, o secretário de Administração Penitenciária, Fernando Veloso, determinou que o diretor, o subdiretor e o chefe da segurança da unidade fossem exonerados. Na semana anterior, a Seap já havia localizado aparelhos celulares na cela vizinha à de Glaidson.

Fontes afirmam que, nos bastidores da pasta, circulava a informação de que cada telefone estaria sendo oferecido ao ex-garçom por R$ 50 mil, de modo que ele pudesse continuar tocando os negócios de dentro da cadeia. Esse relato, contudo, não foi confirmado até o momento.

A descoberta da carne e dos celulares foi a principal razão para que Glaidson fosse transferido para a unidade de segurança máxima. Além disso, o episódio também serviu como fundamento para que a Polícia Federal (PF) pedisse a ida do preso para uma penitenciária federal, devido ao grande poderio financeiro do empresário.

Glaidson está preso desde 25 de agosto sob a acusação de ter montado um esquema milionário fraudulento de pirâmide financeira. Na última terça-feira, o "faraó dos bitcoins", sua mulher e sócia, a venezuelana Mirelis Yoseline Diaz Zerpa, que se encontra foragida, e outras 14 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF) por crime contra o sistema financeiro nacional e organização criminosa.

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