Juíza dos EUA nega fiança a filho de ex-presidente do Panamá

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Imagem divulgada pelo Ministério do Interior da Guatemala mostra Luis Enrique Martinelli (dir.), filho do ex-presidente do Panamá Ricardo Martinelli, antes de ser extraditado aos Estados Unidos, em 15 de novembro de 2021 (AFP/-)
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Uma juíza federal do Brooklyn, nos Estados Unidos, negou nesta terça-feira (16) a concessão de liberdade mediante pagamento de fiança a Luis Enrique Martinelli Linares, filho do ex-presidente do Panamá, Ricardo Martinelli, extraditado ontem aos Estados Unidos para responder a acusações de lavagem de dinheiro no caso Odebrecht.

A juíza levou em conta o risco de Luis Enrique fugir do país, já que ele tem nacionalidade panamenha e italiana, e a fortuna de sua família, recusando a oferta de pagamento de 5 milhões de dólares de fiança feita pela defesa. "Três ou cinco milhões de dólares são simplesmente uma gota no oceano", disse a magistrada ao final da audiência, realizada por videoconferência.

A defesa de Luis Enrique, de 39 anos, propôs primeiro pagar uma fiança de 3 milhões de dólares, que, segundo o réu, seria arrecadado com a ajuda de amigos e familiares, para obter sua liberdade condicional, antes de subir a oferta para 5 milhões.

A promotoria, por sua vez, lembrou os "esforços extraordinários" que Luis Enrique fez para "evitar" responder na Justiça americana às acusações de lavagem de milhões de dólares de propina através de contas bancárias em Nova York e outras partes.

A Justiça dos EUA acusa Luis Enrique Martinelli e seu irmão Ricardo Alberto, de 42 anos, que está detido na Guatemala à espera de sua extradição aos Estados Unidos, de receberem cerca de US$ 28 milhões da construtora brasileira Odebrecht, dos quais 19 milhões teriam circulado por contas nos EUA antes de serem transferidas para outras em países como a Suíça.

Os irmãos Martinelli foram detidos em 6 de julho de 2020 no aeroporto internacional da Guatemala quando faziam escala em um voo privado que os levaria ao Panamá.

af/yow/rpr/am

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