Juíza pede captura de ex-funcionário de Macri acusado de extorsão

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O ex-presidente argentino Mauricio Macri

Uma juíza argentina ordenou nesta quarta-feira (19) a captura internacional de Fabián 'Pepín' Rodríguez Simón, ex-funcionário do governo de Mauricio Macri (2015-2019), após o procurado ter afirmado que está no Uruguai e não voltaria ao país para ser interrogado, relataram fontes judiciais.

A juíza federal María Servini convocou Rodríguez Simón para questionamento em 17 de junho, acusado de "extorsão e associação ilícita" em um expediente que investiga supostas pressões sobre o grupo empresarial Indalo, cujos executivos foram presos durante o governo Macri.

Servini também ordenou o bloqueio geral dos bens e o congelamento de todos os ativos bancários do ex-funcionário, deputado argentino no Parlasul (Parlamento do Mercosul) pela aliança Juntos pela Mudança.

'Pepín' Rodríguez pediu asilo político no Uruguai, após ter revelado que está naquele país desde 8 de dezembro e que não retornará à Argentina por medo de ser preso. Ele pretendia ser investigado virtualmente do país vizinho, o que a juíza não admitiu. “É absolutamente inapropriado e pareceria um atalho para obstruir o andamento da investigação”, considerou a magistrada em sua decisão.

María Servini proibiu Rodríguez Simón de sair do país, mas ele já estava no Uruguai e não retornou desde então.

Rodríguez Simón, que foi diretor da estatal petrolífera YPF, é identificado como um importante "operador judicial" do governo Macri, devido às suas ligações com juízes e membros do Suprema Corte argentina, reveladas após análise de seu telefone por ordem judicial.

Ele é acusado, junto com outros ex-dirigentes, de pressionar diretores do Grupo Indalo com o objetivo de tomar suas empresas, que incluíam meios de comunicação, petroleiras e construtoras, entre outras, e de pressionar sob ameaça de asfixia financeira para vender o canal de notícias C5N, cuja linha editorial era crítica ao macrismo.

Além disso, o caso investiga a retirada de uma concessão de uma rodovia de Buenos Aires para outra empresa do grupo e a decisão da Administração Federal de Receitas Públicas de proibir a petroleira Oil Combustibles - também pertencente ao grupo - de se beneficiar de um plano de moratória fiscal em vigor para o pagamento de uma dívida fiscal.

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