Juízes do TRF-1 discutem acionar STF contra decisão que adiou escolha de magistrados

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Juízes federais do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) se incomodaram com a decisão do corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão, pelo adiamento da votação de listas para preenchimento de sete vagas de juiz federal de segunda instância no tribunal.

Em um primeiro momento, alguns dos juízes defendem que o Supremo Tribunal Federal seja acionado por meio de um mandado de segurança, para que a votação aconteça ainda em 2022. Eles devem debater as medidas a serem tomadas em sessão nesta quinta-feira (10).

A sessão para a formação da relação de nomes estava marcada para esta quinta e, agora, não tem data para ocorrer.

Com a decisão, a escolha dos novos magistrados da corte deverá ficar para o próximo ano, com a nomeação a cargo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A irritação de juízes do TRF-1 decorre da leitura de que a determinação teve "influência política indevida" de articuladores de Lula, especialmente Flávio Dino (PSB), cotado para ser ministro da Justiça.

O ex-governador do Maranhão teve encontro com o presidente do TRF-1, José Amilcar Machado, nesta terça-feira (8), no qual abordou a possibilidade de adiamento da sessão para votação das listas. Após esse encontro, no entanto, a previsão de votação foi mantida.

A Folha de S.Paulo mostrou que o ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), vinha articulando nos bastidores para que as listas fossem enviadas ao Executivo federal ainda em 2022, enquanto Bolsonaro ainda é presidente.