Juiz britânico rejeita parte das alegações de Meghan Markle contra jornal

(Arquivo) O príncipe Harry e Meghan Markle

A Justiça britânica rejeitou nesta sexta-feira partes de um processo movido pela esposa do príncipe Harry, Meghan Markle, contra um grupo editorialista britânico que publica vários jornais tablóides e ao qual acusa de violar seu direito à privacidade.

Markle, que junto com o neto da rainha Elizabeth II enfrentam uma série de desafios desde que decidiram abandonar suas funções como membros da realeza britânica, denunciou o Associated Neswpapers por publicar no jornal dominical Mail e em seu site uma carta que enviou ao seu pai, Thomas Markle, em agosto de 2018.

A ex-atriz americana também acusou o jornal de violar seu direito à proteção de dados e seus direitos autorais quando publicou a carta em fevereiro do último ano.

Ela também o acusa de ter "agido desonestamente", ao modificar o texto para mudar seu significado.

Por sua parte, a defesa do jornal alegou anteriormente em audiência que resumir ou divulgar apenas partes de um texto é uma prática habitual jornalística.

Foi esta última acusação que o juiz Mark Warby rejeitou nesta sexta-feira em uma primeira decisão divulgada sobre o caso no Supremo Tribunal de Londres.

Ele também rejeitou as alegações de que o jornal estava intencionalmente publicando artigos "ofensivos" e "prejudiciais" sobre a duquesa, e que deliberadamente "causou" um conflito entre ela e o pai.

"Algumas das acusações foram julgadas irrelevantes para o propósito do processo principal", ressaltou o juiz.

"Não considero que essas questões sejam a principal parte deste caso, que envolve essencialmente a publicação de cinco matérias que divulgam a correspondência da autora do processo com seu pai".

Ainda não há uma nova data para a continuação do julgamento.