Juiz da Pensilvânia rejeita alegações de Trump de fraude eleitoral

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Pessoas comemoram em frente ao Centro de Convenções da Pensilvânia depois da declaração de Joe Biden como o vencedor da eleição presidencial em 7 de novembro de 2020 na Filadélfia
Pessoas comemoram em frente ao Centro de Convenções da Pensilvânia depois da declaração de Joe Biden como o vencedor da eleição presidencial em 7 de novembro de 2020 na Filadélfia

Um juiz da Pensilvânia rejeitou neste sábado (22) as acusações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de fraude eleitoral generalizada no estado. A medida é mais um golpe nas tentativas do republicano de reverter sua derrota na eleição presidencial.

A decisão do magistrado, que criticou a estratégia legal da equipe de Trump, abre caminho para que a Pensilvânia certifique a vitória do democrata Joe Biden no estado, cujas autoridades devem anunciar o vencedor na segunda-feira.

Com a posse de Biden, dia 20 de janeiro, cada vez mais próxima, a equipe de Trump tem se concentrado em tentar atrasar ou impedir que diversos estados certifiquem os resultados eleitorais, além de ter promovido inúmeras ações judiciais que até agora fracassaram.

O juiz Matthew Brann escreveu em sua decisão que a equipe do magnata republicano havia apresentado "acusações especulativas" em suas denúncias de fraude na votação por correio.

"Nos Estados Unidos, isso não pode justificar a privação do direito ao voto nem mesmo de um único eleitor", escreveu Brann. "Nosso povo, leis e instituições exigem mais."

Biden obteve 306 votos eleitorais e Trump, 232. O Colégio Eleitoral elegerá o novo presidente em 14 de dezembro, mas primeiro os estados precisam certificar os resultados.

A recusa de Trump em reconhecer sua derrota, no entanto, complicou o processo e gerou preocupações de que a confiança dos americanos em seu sistema de votação seja abalada.

Poucos republicanos até agora reconheceram Biden como o vencedor e pediram que Trump recue.

- Resultados claros -

A sentença na Pensilvânia veio horas depois que os republicanos também solicitaram um adiamento da certificação em Michigan por meio de uma carta que insistia nas alegações de irregularidades no estado, onde Biden venceu com 155 mil votos de diferença.

O conselho de certificação de resultados de Michigan, composto por dois democratas e dois republicanos, deve se reunir na segunda-feira.

Os republicanos pediram um atraso de duas semanas na reunião para permitir uma auditoria completa dos resultados do condado de Wayne, o maior do estado e onde fica Detroit, cidade de maioria negra, vencida com folga por Biden.

A secretária de Estado de Michigan, Jocelyn Benson, disse que a auditoria não pode ser realizada antes da certificação porque até então os funcionários não têm acesso legal aos documentos necessários para realizá-la.

Trump convidou legisladores de Michigan à Casa Branca na sexta-feira como parte de sua tentativa de subverter a vontade popular, mas eles afirmaram que respeitariam os resultados das eleições.

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