Juiz deve decidir hoje sobre ações contra Johnson & Johnson; relembre

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Produtos da Johnson & Johnsonà venda em um supermercado em Alhambra, Califórnia, em agosto de 2017.  (Photo credit should read FREDERIC J. BROWN/AFP/Getty Images)
Produtos da Johnson & Johnsonà venda em um supermercado em Alhambra, Califórnia
  • Juiz deve decidir se Johnson & Johnson continuará tendo de se defender sobre acusações;

  • Acusações dizem que talco e outros produtos de talco causam mesotelioma e câncer de ovário;

  • Em junho, Johnson & Johnson foi condenada a pagar US$ 2,1 bi por talco com amianto;

Nesta quarta-feira, um juiz da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, deve definir se a Johnson & Johnson deve continuar a se defender contra dezenas de milhares de alegações de que seu talco e outros produtos contendo talco causam mesotelioma e câncer de ovário, segundo informações da agência Reuters. A gigante farmacêutica está apostando em uma decisão que interromperia os litígios em andamento como parte de sua estratégia legal de transferir seu passivo de talco para uma subsidiária recém-criada e colocar essa entidade em falência.

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A Johnson & Johnson, que afirma que seus produtos de talco são seguros, já gastou quase US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,47 bi) se defendendo em processos judiciais relacionados ao talco. Acordos e veredictos custaram a empresa cerca de US$ 3,5 bilhões (cerca de R$ 19,18 bi) a mais, embora tenham prevalecido os acordos em alguns dos casos. 

A nova entidade, chamada LTL Management LLC, pediu ao juiz de falências para estender a proteção contra litígios que normalmente são concedidos a entidades falidas para a empresa controladora não falida. Em junho, a J&J foi condenada a pagar US$ 2,1 bi (cerca de R$ 11,52 bi) a mulheres pela presença de amianto em seus talcos, que teriam causado doenças como mesotelioma e câncer de ovário.

Juiz deve definir nesta quarta-feira se ação continua

O juiz de falências Craig Whitley, deve decidir em uma audiência qual será o fim da nova entidade da J&J, a LTL Management LLC, em um júri de Charlotte, na Carolina do Norte. A nova empresa argumentou ao juiz que permitir a continuação do litígio contra a J&J anulará o propósito da falência, o que permitiria à empresa consolidar e resolver todas as cerca de 38.000 reivindicações relacionadas ao talco.

Alguns dos pleiteantes que estão processando a empresa argumentam que ela não deveria ser capaz de colher os benefícios da proteção contra falência, sem entrar com o pedido de falência, e que a suspensão do litígio os impedirá de terem seus casos julgados. Um dos casos mais importantes dentre os que estão pendentes, está há cinco anos está à espera de ser julgado.

O juiz Whitley disse na semana passada que provavelmente emitirá uma decisão sobre o pedido da LTL para interromper o litígio contra a J&J no final de uma outra audiência judicial, ou em um assunto separado, mas será especialmente relacionado a se ele manterá o caso em seu tribunal ou transferirá para outro lugar.

Um órgão fiscalizador de falências do governo e pessoas que estão processando a J&J por seus produtos de talco decidiram enviar o caso para Nova Jersey, onde a J&J está sediada e onde grande parte do litígio sobre talco está consolidado em um tribunal federal. Procurada pela Reuters, ninguém da empresa quis dar entrevista. 

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