Juiz francês determina julgamento de chileno acusado do homicídio da ex-namorada

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(ARQUIVOS) Neste arquivo, foto tirada em 5 de março de 2020, o chileno Nicolas Zepeda, suspeito do desaparecimento e possível assassinato de um estudante japonês em dezembro de 2016 na cidade francesa de Besançon, é retratada durante a audiência de extradição no tribunal de Santiago.

Um magistrado francês determinou que um jovem chileno seja julgado pelo homicídio de sua ex-namorada, uma japonesa cujo o corpo nunca foi encontrado, um crime ocorrido em 2016, informou a promotoria nesta terça-feira (2).

"O juiz de instrução emitiu uma ata de acusação (...) contra Nicolás Zepeda pelo assassinato de Narumi Kurozaki", disse o promotor de Besançon (leste da França), Etienne Manteaux.

"Esta ata, que se junta a mais solicitações, é uma boa notícia, porque abre a perspectiva de um julgamento", garantiu a promotoria.

Porém, a defesa pode recorrer da decisão.

Nicolás Zepeda, de 29 anos, foi extraditado para a França em julho para ser interrogado pelo desaparecimento de Narumi Kurozaki, de 21 anos.

Ele é o único suspeito do desaparecimento de Kurosaki, cujo o rastro se perdeu em 6 de dezembro de 2016 em uma república universitária em Besançon.

Embora seu corpo não tenha sido encontrado, os investigadores a deram como morta.

Ainda de acordo com os investigadores, Zepeda viajou para a França especialmente para cometer o crime, depois de ter a certeza de que Kurosaki, a quem conheceu em uma viagem ao Japão em 2014, tinha uma nova relação amorosa.

Segundo os investigadores, nos dias anteriores ao crime, ele comprou material inflamável, seguiu a vítima e na noite do suposto assassinato a convidou para comer, depois foi com ela até sua casa, onde a teria estrangulado.

Posteriormente, teria colocado o corpo da vítima em uma maleta e o escondeu em uma floresta próxima dali.

Os estudantes da república onde ela morava contaram aos investigadores que escutaram "gritos de terror" na noite do desaparecimento de Kurosaki, mas ninguém chamou a polícia.

No Chile o caso não teve a mesma repercussão do que na França e no Japão, onde ganhou destaque nos noticiários.

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