Juiz de penitenciária em Mossoró diz que não há registro de depoimento de Ronnie Lessa para PF

Chico Otavio, Juliana Dal Piva e Vera Araújo
Ronnie Lessa foi preso no dia 12 de março de 2019. Dois dias depois, investigadores acreditam que armas tenham sido jogadas no mar, numa ação liderada pela esposa do PM reformado

RIO - Entre as críticas que fez a Sergio Moro pela condução do Ministério da Justiça, o presidente Jair Bolsonaro citou que teve “que correr atrás” para que a Polícia Federal interrogasse o sargento da PM fluminense Ronnie Lessa no presídio federal de Mossoró (RN). O GLOBO fez um pedido de acesso à informação ao juiz federal Walter Nunes da Silva Júnior, corregedor da Penitenciária Federal em Mossoró, no Rio Grande do Norte, para saber em qual data teria ocorrido o depoimento. Por determinação do magistrado, o diretor do penitenciária, Nilton Soares de Azevedo, enviou ofício informando que não há registro algum sobre depoimentos de Ronnie Lessa à PF.

No documento, Azevedo informou que “ao consultar os outros bancos de dados, não se localizou a informação referente a vinda de uma equipe para ouvir exclusivamente esse preso nesta unidade”. Lessa é acusado pelo Ministério Público do Rio, ao lado do também PM Élcio Queiroz, de ter executado a vereadora Marielle Franco e o seu motorista, Anderson Gomes, em 14 de março de 2018. A investigação sobre o assassinato tramita em âmbito estadual na Polícia Civil do Rio.

Lessa foi preso em 12 de março de 2019. Ele ficou em Mossoró, junto com Élcio Queiroz, de 23 de março até 7 de julho do ano passado. Depois disso, ele foi transferido para o presídio federal de Porto Velho, em Rondônia.Leia a íntegra desta reportagem exclusiva para assinantes