Juiz permite acusação adicional contra policial em caso George Floyd

Jonathan Allen e Gabriella Borter
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Manifestantes protestam em Nova York após a morte de George Floyd em Mineápolis

Por Jonathan Allen e Gabriella Borter

MINEÁPOLIS (Reuters) - Um juiz do Estado norte-americano do Minnesota aceitou nesta quinta-feira um pedido de procuradores para reincluir uma acusação adicional de homicídio em terceiro grau contra Derek Chauvin, ex-policial de Mineápolis que está sendo julgado por acusações de homicídio culposo e homicídio doloso.

A decisão do juiz Peter Cahill ocorre depois de o tribunal de apelação de Minnesota determinar, na sexta-feira, que ele precisa reconsiderar a acusação de homicídio em terceiro grau contra o policial de 44 anos, cujo julgamento começou com a seleção do júri nesta semana em Mineápolis.

"Tenho que seguir a regra que o tribunal de apelação adotou", disse Cahill ao explicar sua decisão.

Chauvin já enfrenta uma acusação mais grave de homicídio doloso, que acarreta uma pena de até 40 anos de prisão, além de uma de homicídio culposo.

A reinclusão da acusação de homicídio em terceiro grau foi uma vitória dos procuradores estaduais, que pediram a acusação de homicídio menos grave em parte para terem uma opção extra para uma condenação caso o júri decida que os indícios não sustentam a acusação mais grave. A acusação de homicídio em terceiro grau acarreta uma pena de até 25 anos de prisão.

As acusações contra Chauvin derivam de suas ações durante a prisão de George Floyd no dia 25 de maio de 2020. Vídeos mostram Chauvin, que é branco, ajoelhado sobre o pescoço de Floyd durante quase nove minutos em uma calçada diante de um mercadinho enquanto o homem negro implora pela vida e depois para de se mexer. A polícia o estava prendendo devido à suspeita de uso de uma nota falsa de vinte dólares no local.

(Por Jonathan Allen em Mineápolis e Gabriella Borter em Washington)