Juiz que ordenou prisão de Milton Ribeiro recebe ameaças

O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro foi preso preventivamente pela Polícia Federal. (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro foi preso preventivamente pela Polícia Federal. (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
  • Juiz Renato Borelli assinou ordens judiciais da operação Acesso Pago

  • Além de Milton Ribeiro, foram presos dois pastores envolvidos no escândalo do MEC

  • Juiz denunciou ameaças à Polícia Federal

O juiz que emitiu o mandado de prisão contra Milton Ribeiro, nesta quarta-feira (22), está sofrendo centenas de ameaças por parte de “grupos de apoio” ao ex-ministro da Educação.

As ameaças ao juiz Renato Borelli, da 15ª Vara Federal de Brasília, foram encaminhadas para a Polícia Federal, segundo noticiou o portal Metrópoles.

Preso preventivamente pela Polícia Federal nesta quarta-feira (22), o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro teria cometido pelo menos quatro crimes. O mandado de prisão, expedido pelo juiz federal Renato Borelli, aponta os crimes de corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência.

Na mesma decisão, o juiz determinou que Ribeiro seja transferido para a Superintendência da PF em Brasília. O ex-ministro deve participar de uma audiência de custódia nesta quinta-feira (23), às 14h, na sede da 15ª Vara Federal.

O escândalo do 'Bolsolão do MEC'

A gestão de Milton Ribeiro no MEC

As repercussões da prisão do ex-ministro

A operação Acesso Pago deteve Ribeiro em sua casa em Santos, no litoral paulista. Também foi detido o pastor Gilmar Santos e o pastor Arilton Moura, ligados ao presidente Jair Bolsonaro (PL). Eles são acusados de instaurar um balcão de negócios no MEC (Ministério da Educação) utilizando verbas do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), ligado à pasta.

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