Principal assessor econômico de Trump venderá suas ações em banco chinês

Nova York, 17 mar (EFE).- O banqueiro Gary Cohn, principal assessor econômico do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, venderá sua participação em um banco chinês para evitar um possível conflito de interesses, informou nesta sexta-feira o jornal "The New York Times".

Cohn, ex-presidente do Goldman Sachs, planeja se desfazer de suas ações no Industrial and Commercial Bank of China (ICBC), a maior entidade financeira do mundo, com ativos de US$ 3,5 trilhões, para evitar conflitos com seu novo papel na Casa Branca.

Não está claro quando o banqueiro comprou essas ações, que estão avaliadas na data de hoje em US$ 16 milhões, nem quando se concretizará a venda, segundo fontes não identificadas citadas pelo jornal nova-iorquino.

Até sua chegada à Casa Branca como diretor do Conselho Econômico Nacional, encarregado de coordenar a política econômica da nova administração, Cohn atuava como presidente do grupo bancário Goldman Sachs.

A participação do executivo nesse banco pode representar um conflito, já que o governo Trump se referiu à China em várias ocasiões como uma ameaça para o crescimento da economia americana, segundo o mesmo jornal.

A previsão é que Trump se encontre pela primeira vez com o líder chinês, Xi Jinping, em abril em sua residência de Mar-a-Lago, na Flórida, onde estarão em cima da mesa assuntos como o comércio. EFE