Julgado no Senado, Trump se refugia em resort e acumula milhões em doações de apoiadores

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No início do seu segundo julgamento de impeachment nesta terça-feira, Donald Trump prepara a sua defesa afastado à força das redes sociais e recluso em sua mansão de Mar-a-Lago, na Flórida. No entanto, embora esteja longe de Washington, Trump tem acumulado rios de dinheiro de doações políticas através de seu recém-criado comitê pós-presidencial, chamado Save America (Salve os EUA, em tradução livre).

Segundo dados da Comissão Eleitoral Federal, Trump já arrecadou cerca de US$ 250 milhões em doações entre novembro e dezembro de 2020, dos quais foram gastos apenas US$ 10 milhões nas acusações infundadas de fraude eleitoral. Grande parte dos recursos obtidos por Trump foi realocada para esse novo comitê de ação política, criado após as eleições, em 18 de dezembro.

Especula-se que o dinheiro arrecadado até agora seja utilizado na criação de um terceiro partido, com o intuito de dividir os votos republicanos. A informação, no entanto, foi negada pela assessoria de Trump.

O gabinete do ex-presidente já anunciou apoio a candidatos trumpistas, como a ex-porta-voz da Casa Branca, Sara Huckabee Sanders, que será candidata ao governo do Arkansas.

O novo escritório político, tocado pelo ex-gerente de campanha de Trump, Brad Parscale, também é responsável, entre outras atribuições, pela distribuição de correspondências com os comunicados do republicano. Foi de lá que foi enviada, na última quinta-feira, a carta à organização SAG-AFTRA, comunicando a saída de Trump do maior sindicato de atores dos Estados Unidos.

A motivação da carta foi a represália sofrida pelo republicano por parte da organização, após o ataque ao Capitólio, no dia 6 de janeiro. O ex-presidente é acusado de incitação à insurreição com a invasão do local, fato que culminou na morte de cinco pessoas e desestruturou o cenário político do país.