Revelam nomes de jornalistas sequestrados na divisa entre Equador e Colômbia

Quito, 1 abr (EFE).- Familiares revelaram neste domingo a identidade dos três integrantes da equipe do jornal "El Comercio", do Equador, que foram sequestrados na última segunda-feira na província de Esmeraldas, que faz fronteira com a Colômbia.

Trata-se do jornalista Javier Ortega, de 32 anos, do fotógrafo Paúl Rivas, de 45 anos, e do motorista Efraín Segarra, de 60 anos de idade, assinalaram seus familiares em comunicado lido neste domingo em uma coletiva de imprensa em Quito.

A equipe foi sequestrada no último dia 26, no município de Mataje, no cantão de San Lorenzo, na província de Esmeraldas, "enquanto fazia seu trabalho de cobertura jornalística sobre as condições de vida dos moradores da região, na qual foram registrados nos últimos meses vários atentados com explosivos", diz o texto lido pelos familiares.

Os parentes disseram que decidiram revelar os nomes por considerar que "saber quem eles são permitirá que todo o país se junte ao pedido de sua pronta libertação".

"Até agora, por recomendações oficiais e para garantir a segurança e o bom andamento das investigações, as identidades foram mantidas reservadas. Não obstante, quando transcorreram sete dias desde a confirmação de seu sequestro, consideramos que é prudente terminar com esse sigilo e dar nome e rosto a nossos entes queridos", disseram os familiares.

Os parentes disseram que confiam nas autoridades, na polícia e nas forças armadas, tanto do Equador como da Colômbia, que colocarão "a disposição todo seu contingente e não pouparão esforços para trazer de volta, sãos e salvos" os jornalistas sequestrados, que as autoridades equatorianas presumem que foram levados para a Colômbia.

Os familiares também disseram hoje que mantiveram, desde o início, reuniões com as autoridades e assinalaram que não sabem o estado de saúde de seus parentes neste momento.

Um dos familiares disse que "ainda não há informações precisas sobre o que querem" os sequestradores, mas ressaltou que "o mais importante é que o canal de comunicação está aberto para poder encerrar a questão".

O Executivo equatoriano mantém total discrição e silêncio sobre as aproximações que mantém com os sequestradores, e a única informação que veio à tona é que eles não pediram resgate. EFE