Julgamento do príncipe Andrew por abuso sexual provavelmente será no final de 2022

·2 min de leitura
O príncipe Andrew nega as acusações de que manteve relações sexuais com Virginia Giuffre quando ela era menor de idade (AFP/JOHN THYS)

O julgamento por abuso sexual contra o príncipe britânico Andrew após a denúncia de uma suposta vítima pode acontecer até o final do próximo ano, anunciou o juiz do caso nesta quarta-feira (3).

Virginia Giuffre processou o príncipe por danos, alegando que ele abusou sexualmente dela há mais de 20 anos quando tinha 17 anos, então menor de idade sob a legislação dos Estados Unidos.

O segundo filho da rainha Elizabeth II não foi criminalmente indiciado e nega todas as acusações.

"Não posso dizer a data do julgamento neste momento", disse o juiz Lewis Kaplan às partes por videoconferência, devido à pandemia.

"Mas posso dizer que pode ser em algum momento entre setembro e dezembro do próximo ano", acrescentou.

Os advogados do duque de York e de Giuffre afirmaram que planejam apresentar entre oito e doze testemunhas cada um, incluindo as partes.

O advogado de Giuffre, David Boies, informou que apresentará o depoimento de duas pessoas do Reino Unido, apesar de não ter informado quem, e que não acredita que será necessário uma intimação judicial para que compareçam para depor.

"Espero que possamos conseguir que compareçam voluntariamente", disse Boies.

Giuffre alega que o financeiro Jeffrey Epstein a "emprestou" para seus amigos ricos e poderosos, como o duque de York, para fazer sexo.

Em sua denúncia, afirma que o príncipe britânico abusou dela na casa que Epstein possuía em Nova York, na mansão de sua ilha privada nas Ilhas Virgens e na casa de Londres de Ghislaine Maxwell, amiga do magnata.

Epstein morreu em um presídio de Manhattan em 2019 enquanto aguardava um julgamento por tráfico de menores, no que as autoridades consideraram suicídio.

Por sua vez, Maxwell sentará no banco dos réus em Nova York em 29 de novembro para responder às acusações de recrutar menores para Epstein. Ele se declarou inocente.

Andrew praticamente desapareceu da vida pública desde que se viu obrigado a se afastar da primeira linha de atividades reais em 2019 por não ter se distanciado de Epstein.

Seus advogados lançaram na semana passada um ataque feroz contra Giuffre, acusando-a de se aproveitar da notoriedade do acusado com uma "denúncia sem fundamento".

pdh/to/af/yow/aa

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos