Julia Lemmertz sobre casamento: 'Nunca mais. É algo que não almejo"

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Estrrela de capa da ELA deste domingo, a atriz Julia Lemmertz chega ao 58 anos com vários motivos para comemorar. Em 2021, completou 4 décadas de carreira, está no ar como a empresária Carmem na novela das sete "Quanto mais vida, melhor" e é uma avó coruja que adora curtir o neto, Martim, de 5 anos.

Em duas horas de entrevista, Jullia falou sobre a importãncia de se posicionar politicamente ("Neutro é xampu"), cancelamento, menopausa e machismo. "O homem completa 60 anos, e ninguém se espanta, mas a mulher é cobrada o tempo todo".

Jullia também falou sobre a relação com o ex-marido Alexandre Borges. "Amo o Alê, é um cara extraordinário e meu amigo para a vida toda. Mas uma coisa eu sei: nunca mais me casarei nos moldes do meu casamento com ele. É algo que não almejo. Sou romântica, achei que era para sempre"Leia aqui.

A sexualidade da mulher de 40 é muito diferente da de 60?

A libido muda, né? Mas ao mesmo tempo fica incrível. Você sabe do que gosta, o que quer, se sente menos aflita, menos afoita, é mais gostoso. A maturidade é muito interessante. O que acho uma pena é viver num mundo ainda tão machista. O homem completa 60 anos, e ninguém se espanta. E ainda falam: “Olha como ele está gato, todo grisalho”. Vá tomar banho! É um coroa também, e está tudo bem.

Sente-se muito cobrada em relação a isso?

A gente mesmo se cobra. Porém, essa é uma discussão infrutífera porque não há o que fazer. A minha mãe morreu aos 48 anos, e eu não estar aqui é que seria uma desgraça. Eu me cuido, faço estimulação de colágeno, laser e fiz um pouco de botox para viver a Carmem. Por mim, não faria. Acho bonito envelhecer, mas quero envelhecer com saúde, podendo correr com meu neto, subir e descer as montanhas do meu sítio em Bocaina. Para isso, tenho que ter joelhos. Esse lugar da cartilagem, dos ossos e dos músculos me interessa

Você se posiciona com muita firmeza politicamente e nos últimos anos não foi diferente. Qual é a sua visão do país? Por que recuou nas redes sociais?

É muito grave tudo que está acontecendo no Brasil. Dizer que a Amazônia não está queimando, que é invenção das ONGs, afirmar que a ditadura militar não existiu. Como assim? Fui criada numa família politizada, o segundo marido da minha mãe foi preso e torturado durante a ditadura. A condução da pandemia pelo governo Bolsonaro é um acinte. Nessa polêmica, neutro é xampu. Prefiro não ser considerada uma atriz que vende coisas que possam ser rentáveis do que me calar. Não concordo com nada disso, não votei nessa pessoa. Por outro lado, o Instagram virou um campo de batalha e começaram a me agredir. E eu a rebater, a responder. Usei de humor e compaixão, mas aquilo começou a me fazer mal fisicamente.

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