Juliana Caldas fala sobre sexo: 'Não deixo o nanismo me impedir de nada'

A atriz contou que o mais importante é como ela mesma lida com sua sexualidade (Reprodução/ Instagram/ @juzinha.caldas)

A atriz Juliana Caldas, de, 31 anos, que nasceu com nanismo, falou sobre sexo em entrevista á revista “Quem”. A intérprete da Estela, de “O Outro Lado do Paraíso”, contou que não deixa sua condição, nem os padrões estéticos ou de comportamento interferirem em sua sexualidade. “Nunca deixo de fazer nada que tenho vontade, mas com consciência. No sentido do sexo, usem proteção sempre, isso é muito importante. Quando você tem consciência do que faz e certeza, vá e faça, mas tome cuidados, precauções, e viva da melhor forma possível. Viva para se fazer feliz. Tenho esse pensamento para o sexo também”, explicou ela.

“A vida é muito curta, mas, ao mesmo tempo, não; se você não vive, parece que não anda. Penso muito dessa forma; é um sopro, você não sabe o dia de amanhã. Por isso, nunca (ênfase) deixo o nanismo me definir. Não deixo a minha condição de ter o nanismo me impedir de nada. Se eu não conseguir, beleza, mas vou tentar de todas as formas aquilo, sabe? Fora isso, faço o que quero. E aí, cada um escolhe viver da forma que quer”, disse Juliana Caldas.

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A atriz também falou sobre preconceito e sofre fetiches, e contou que o mais importante é a forma como ela mesmo lida com sua sexualidade. “As pessoas, às vezes, não sabem lidar. Você começa a se relacionar com um cadeirante e acha que nada funciona; ele não anda, é paraplégico, e você pensa que não mexe da cintura para baixo. Mas, às vezes, não tem nada disso. No caso do nanismo, tem o como vai fazer, porque a pessoa é pequena. Mas tudo tem um jeito. Tudo depende como você recebe isso e ensina para a outra pessoa. E, claro, quando acontece de ter esse o desejo e o respeito. Depende muito como é a cabeça da pessoa que tem deficiência. Depende do amadurecimento da pessoa, do pensamento de como lidar com a sexualidade, de como pode ensinar as outras pessoas e, também, tentar diferenciar quando (o interesse sexual) vem com uma boa intenção ou não”, diz ela. “A partir do momento que começo a me relacionar, quando vejo que existe esse interesse de relacionamento e acontece de vir esse tipo de assunto (sexo), jogo a real: ‘É fetiche, é isso, é aquilo, é curiosidade, o que é?’. Pergunto para saber o que eu faço, como eu lido com isso. Posso aceitar ou não, mas gostaria de saber”, afirmou Juliana Caldas.