Juliana Didone lembra susto ao dar à luz Liz, que correu risco de morte: 'Parto normal a qualquer custo é muito perigoso'

Juliana Didone lembrou o trauma que passou ao dar à luz Liz, sua filha com o artista plástico Flávio Rossi, de quem se separou em 2019. A filha da artista correu risco de morte ao nascer, em julho de 2018. O processo de nascimento do bebê durou mais de 36 horas e, para Juliana, as dificuldades surgiram porque ela escolheu uma equipe que fez com que o parto normal acontecesse "a qualquer custo". A ex-"Malhação", após sentir contrações e esperar a dilatação aumentar por mais de cinco horas, pediu à médica para ir ao hospital. Chegando lá, teve crise de ansiedade, entre outros problemas

— A médica me deu uma anestesia para descansar. Mas você só descansa o físico. Porque a cabeça não para. Ela falou: "Ju, vamos fazer esse... Essa é a ossa estratégia. Você vai relaxar e depois a gente volta com força total". E isso já na minha segunda madrugada sem dormir. E quando a gente acordou, depois de umas duas horas, era "Não. Você ainda está com pouca dilatação". Eu fazendo força, queria muito que ela saísse. Estava fazendo toda aquela coisa bonita...E depois começou a ter uma divergência em relação à música. Porque as médicas começam a querer te animar. É muito louco... Mas essa coisa do... Parto normal a qualquer custo é muito perigoso (...) Tem um momento que você fala... Eu ouvi: "Não, mas você não pode desistir". E eu não queria desistir, só tentar de outro jeito — explicou Juliana, no podcast "Mil e uma tretas".

Débora Nascimento: atriz chora ao lembrar época da separação de José Loreto e cita conexão com a filha, Bella

Juliana Didone: atriz fala de projeto sobre maternidade e do namoro

Ao lembrar como tudo se deu, a atriz voltou às memórias da época de quando engravidou:

— (A gravidez) não foi planejada. Exatamente por isso, falei: daqui a nove meses nasce. Vou ler tudo o que eu puder (...) Não dá para ir "ah, o instinto vai me guiar", mas essa obsessão de consumir todo tipo de conteúdo pode confundir. Primeiro, minha mãe falou: "Cesárea. Vai fazer cesárea". Depois, minha irmã falou que era um pensamento da mãe, que é velho... Aí eu decidi: é isso, vai ser natural. Quero de cócoras, vai ser lindo.... Aí, você vai gestando e ganhando uma força, por mais que fique vulnerável.

A partir do momento em que decidiu que optaria pelo parto normal, Juliana disse ter buscado doulas, enfermeiras e uma médica. Ela lembrou que não era tolerante à dor e vivia "entre o medo e a coragem":

— E fui me preparando para na hora da dor não "panicar". Eu estava com uma médica que era mais para a cesárea. Aí mudei para uma que era mais para parto normal. Mas eram sempre conversas assim: "Se não der, ok a gente ir para a cesárea?" Era um discurso ainda mais positivo e encorajador do que o meu. "Vai dar, vai dar". Eu tinha doula, enfermeira... Eu estava cercada por pessoas que me davam segurança. Mas na noite em que comecei a sentir as contrações, já fiquei, tipo "Gente... " Ok. Estou sentindo uma dor filha da p***. E vai durar quanto tempo? Cinco horas? Ok. "Cinco horas eu aguento". Eu comecei a sentir as dores e já queria ir para o hospital tomar anestesia. E ela (a médica): "Calma... Você está com três de dilatação. A gente vai lá quando você estiver com oito, com nove, com sete... Sei lá". Eu comecei a pensar nisso em casa já. Me veio um feeling. Eu senti uma dor muito forte do lado direito. E quanto tempo demora? Eu precisava de alguma certeza. Você não sabe quando vai nascer.

Juliana lembrou que o início de sua gestação foi tranquilo e que ela estava otimista:

— Fui uma grávida positiva. A gente está sempre positiva: tudo com a gente vai dar certo, eu vou ser ótima, vou amamentar, vou ser... Nossa, a intuição e o instinto materno vão me levar a lugares incríveis. Aí a gente vai vendo que não é bem assim. Por mais que eu esteja grávida, vou me deparar com situações não muito legais (... ) É bom ficar com o radar ligado. De repente, é bom entender que nem todas as experiências são boas, nem todos os partos normais acontecem. E a minha foi de muita expectativa. E o quanto de expectativa cabe em dez meses?.