Juliana Martins fala de suas experiências sexuais no palco: 'descobri que meu corpo pode ser uma festa'

Paula Lacerda
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Piranha. Galinha. Cachorra. Puta. Vadia. Quenga. “Nada disso é xingamento”, introduz a atriz Juliana Martins no monólogo “O prazer é todo nosso”, que estreia hoje, às 20h e on-line, no último dia de programação do SiAcalme Festival (em março, a peça iniciará temporada presencial no Teatro PetraGold). O não xingamento, no entanto, para ela, tem contexto: o da cama, no meio do sexo, onde “vale quase tudo, só não vale a violência”.

A liberdade para tratar de sexo e do prazer feminino sem tabus, que orienta o novo trabalho assinado por Beto Brown e com direção de Bel Kutner, é coisa recente na vida de Juliana. Ela conta que, ao sair de um casamento de 17 anos (e mais dois de namoro) em 2013, enveredou por uma jornada sexual antes nunca vivida, cheia de experiências e “roubadas” que ela narra, com humor, na peça. É a vida da atriz, produtora e dubladora de 46 anos , aliás, e a de amigas e amigas de amigas, a base das histórias apresentadas no espetáculo. Com pequenas modificações nos fatos e nos personagens, aqui e acolá, para não constranger ninguém.

—Casei muito nova e fiquei comprometida em uma época em que todos estavam ficando com um monte de gente. Nada mais natural que eu fosse viver, nos últimos anos, tudo o que eu não tinha vivido até então. Passei o rodo no Rio de Janeiro [risos]. Hoje sou mais libidinosa, gosto mais de sexo, me conheço mais e sou mais gostosa. Descobri que meu corpo pode ser uma festa. Mas a peça não fala só de pegação, fala da liberdade da mulher, que pode fazer sexo como quiser, com quem e quantos quiser, e sem culpa, e sem ser menos profissional, boa mãe ou boa filha por isso — defende a atriz, que tem uma filha de 20 anos e, indagada sobre seu estado civil de agora, diz estar “romanceando e muito feliz”.