Juliana Paes diz não ser 'bolsominion', e Sabatella a chama para conversar

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*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 09.11.2017 - A atriz Juliana Paes. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 09.11.2017 - A atriz Juliana Paes. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A atriz Juliana Paes, 42, está envolvida em uma polêmica. Após ser duramente criticada na internet por defender a médica Nise Yamagushi, que participou da CPI da Covid, agora ela veio a público rebater uma "cara colega" da dramaturgia que a "agrediu" com palavras. 

Paes diz que resolveu se posicionar politicamente depois de, segundo ela, "ter sido acusada de ser covarde, desonesta e criminosa" por uma atriz cujo nome ela prefere omitir. 

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Em vídeo publicado nesta quarta-feira (2), a atriz afirma que discorda da opinião da "colega" que disse que ela não se posiciona. "Cara colega, apesar de ter sido agredida por suas palavras caluniosas, eu me dispus a te responder", começou. 

"Já falei publicamente sobre querer vacinas, mas eu não vou fazer isso todos os dias. Fui a primeira a pedir que as pessoas ficassem em casa quando você ainda nem estava tão preocupada, mas não me sinto no direito de pedir para as pessoas ficaram sem trabalhar", disparou. 

A atriz negou que seja eleitora do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), como a pessoa que ela diz tê-la atacado teria dado a entender. "Eu não sou 'bolsominion' como o pessoal adora falar. Tenho críticas severas a esse que nos governa. Por outro lado não quero que governe o Brasil essa oposição que se insinua para o futuro. Então estou num ambiente onde não me sinto representada por ninguém", justificou. 

Na sequência, Juliana disse que não aprova "os ideais arrogantes de extrema-direita nem os delírios comunistas da extrema-esquerda". "Quero respeito, acolhimento a todas as causas minoritárias. Mas quero que isso aconteça independentemente de ideologia política", completou. 

Na visão dela, não é por que uma pessoa não fala de política o tempo inteiro que está necessariamente de um lado ou de outro. A atriz criticou o que chamou de "polarização doentia". 

"Eu não admito ser colocada em nenhum desses dois polos. Não quero contribuir para essa polarização doentia. Não nesse momento obscuro onde o ódio reverbera mais. Ou você é isso, ou é aquilo. Isso não existe. Somos múltiplos", concluiu. 

A atriz Letícia Sabatella, 50, não concordou com o que foi dito por Juliana e a chamou para uma conversa. "Sempre tive e sigo com o mesmo carinho e admiração por você. Um dia, a gente pode conversar com calma, te mostraria que, através de muitas fake news disseminadas para acreditarmos que o Brasil corre o risco de virar uma ditadura comunista, partem de quem está querendo implantar uma ditadura em nosso país", disse. 

SAMANTHA SCHMÜTZ REBATE E VIRA ALVO

Por mais que não tenha sido citada, a atriz Samantha Schmütz, 42, com quem Paes contracenou em 2015 na novela "Totalmente Demais" (Globo), rebateu tudo o que foi dito por ela. Assim, tem sido apontada como o alvo das críticas de Juliana. 

"Não existe nenhuma 'extrema-esquerda' atuando com poder relevante no Brasil", disse a atriz em mensagens pelas redes sociais. 

"Não é obrigação de nenhum artista ou de qualquer cidadão ter uma posição política pública. Mas é bem-vindo aquele que quando resolve se pronunciar entenda minimamente sobre o que escolheu colocar em pauta", emendou Schmütz. 

Na quarta-feira (2), Samantha já havia publicado uma indireta no Instagram. "Gente, quem não está falando não é porque está em cima do muro. É porque está do outro lado do muro mesmo. O lado que dá vergonha de estar", publicou. 

Os nomes de ambas figuraram entre os assuntos mais comentados nas redes sociais assim como a palavra "comunismo", citada por Juliana em seu discurso. 

Procurada, a assessoria de imprensa de Samantha Schmütz disse que ela não comentaria o caso.

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