Junta do Mali rejeita acusações da ONU sobre massacre de civis

A junta do Mali rejeitou nesta sexta-feira o que chamou de "acusações tendenciosas" de massacre e violações dos direitos humanos feitas pela missão da ONU no país africano contra as Forças Armadas.

"As acusações são com muita frequência tendenciosas, não verificadas, baseadas em testemunhos infundados, sem qualquer prova tangível e, com frequência, feitas sob a ameaça de grupos terroristas", afirmou o Ministério das Relações Exteriores em documento divulgado nas redes sociais.

O comunicado responde à divulgação nesta semana do relatório trimestral da missão da ONU no Mali (Minusma) sobre direitos humanos, que acusa soldados malineses apoiados por militares estrangeiros de matarem cerca de 50 civis em uma operação em 19 de abril no centro do país. Segundo a ONU, as operações do Exército causaram a morte de 96 civis no segundo trimestre.

Essa acusações "têm como objetivo manchar a imagem das forças malinesas e desacreditá-las diante da população e da opinião pública internacional", afirma o ministério. Vários países ocidentais acusam a junta que governa o Mali desde 2020 de contratar os serviços da polêmica empresa militar privada russa Wagner.

Os militares malineses encerraram a cooperação com a França em 2021, o que pôs fim a uma intervenção de nove anos no país africano.

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