Junta militar do Mali fixa prazo de 2 anos para retorno de civis ao poder

A junta militar no poder no Mali estabeleceu, nesta segunda-feira (6), um prazo de quase dois anos, até março de 2024, para entregar o comando do país novamente aos civis.

O líder da junta, o coronel Assimi Goita, assinou um decreto que determina que "a duração da transição é fixada em 24 meses, [a partir] de 26 de março de 2022", segundo o documento lido em uma transmissão da emissora de televisão estatal.

O anúncio acontece um dia depois da reunião de cúpula da Comunidade Econômica de Estados da África Ocidental (CEDEAO), que impôs, em 9 de janeiro, sanções financeiras e econômicas estritas ao Mali para forçar a junta a devolver o poder em um calendário "aceitável".

Os militares que deram o golpe em agosto de 2020 haviam abandonado seu compromisso inicial de entregar o comando do país, afundado em uma crise de segurança, política e humanitária desde 2012, após as eleições que estavam programadas para fevereiro. Além disso, no início deste ano, eles indicaram que pretendiam ficar mais cinco anos no poder.

No entanto, antes da cúpula da CEDEAO, os militares malineses reduziram suas pretensões para 24 meses, embora a comunidade econômica tenha consentido com um máximo de 16 meses.

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