Junta militar do Mali rompe acordos de defesa com França

(Arquivo) Oficiais das forças especiais da França durante treinamento com soldados malineses na base militar de Menaka, Mali, em 7 de dezembro de 2021 (AFP/Thomas COEX) (Thomas COEX)

A junta militar que governa o Mali anunciou, nesta segunda-feira (2), que estava denunciando os acordos de defesa com a França e seus aliados europeus, criticando as "violações flagrantes" de sua soberania nacional por parte das tropas francesas.

"Há algum tempo, o governo da República do Mali constata com tristeza uma profunda degradação da cooperação militar com a França", assinalou em pronunciamento televisionado o porta-voz da junta, o coronel Abdoulaye Maiga.

O porta-voz citou várias ocasiões em que as forças armadas francesas teriam violado o espaço aéreo do país.

Também mencionou a decisão da França, tomada em junho de 2021, de dar por encerradas as operações conjuntas com as forças malinesas.

As tensões entre a França e a junta militar do Mali, que assumiu o controle do país em agosto de 2020, aumentaram nos últimos tempos e o anúncio desta segunda - algo que os militares vinham aventando há semanas - confirma o esfriamento das relações entre os dois países.

As autoridades malinesas romperam o acordo que estabelecia o marco jurídico da presença das forças francesas Barkhane e europeia Takuba no Mali, e o tratado de cooperação em matéria de defesa fechado em 2014 entre Mali e França.

Esses acordos haviam sido firmados um dia depois de as tropas francesas terem ajudado o exército do país africano a repelir uma ofensiva jihadista no país.

Porém, em fevereiro, a França decidiu retirar suas tropas por conta de várias divergências com a junta, em particular por sua aproximação com a Rússia.

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