Júri absolve sargento da PM acusado de matar adolescente negro de 15 anos

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Guilherme Silva Guedes foi sequestrado perto da casa onde vivia, em São Paulo (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)
Guilherme Silva Guedes foi sequestrado perto da casa onde vivia, em São Paulo (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)
  • Júri popular decidiu absolver o sargento da PM Adriano Fernandes de Campos da acusação de assassinar o jovem Guilherme Guedes, de 15 anos

  • Guilherme foi sequestrado e assassinado em junho de 2020

  • Outro suposto envolvido no caso, Gilberto Rodrigues, ainda não foi julgado

O Tribunal de Justiça de São Paulo absolveu o sargento da Polícia Militar Adriano Fernandes de Campos da acusação de matar Guilherme Silva Guedes, adolescente negro de 15 anos. A decisão foi tomada após a maioria do júri popular ficar a favor do PM.

Adriano Fernandes de Campos estava preso de forma preventiva desde agosto e será solto. “Em consequência da vontade soberana dos senhores jurados, declaro absolvido o réu”, diz a sentença do juiz Luis Gustavo Esteves, revelada pelo portal Uol.

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Guilherme foi assassinado em junho de 2020, quando levou um tiro na nuca e outro no rosto depois de ter sido sequestrado. Ele estava em frente à casa onde vivia com a avó, quando foi rendido por dois homens.

O outro homem acusado do crime é o ex-PM Gilberto Eric Rodrigues, que ainda não foi julgado. De acordo com informações do Uol, a suspeita é de que ele já tenha participado de mais de 70 homicídios.

Adriano Fernandes de Campos e Gilberto Eric Rodrigues haviam sido acusado pelo Ministério Público de homicídio qualificado por motivo torpe e emprego de meio cruel, que impossibilitou a defesa da vítima.

Sequestro e assassinato

A Polícia Civil investigou o caso e conclui que Guilherme foi sequestrado perto de onde vivia e foi levado para um local na divisa de São Paulo com Diadema, onde o corpo foi abandonado.

Segundo o Uol, a família também investigou o caso e encontrou um vídeo de Campos e Rodrigues perto de uma viela na Vila Clara, onde Guilherme foi visto com vida pela última vez. A defesa de Campos admitiu que era ele no vídeo, mas negou participação no crime.

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