Jurista que assinou impeachment de Dilma auxilia CPI a listar possíveis crimes de Bolsonaro na pandemia

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O jurista Miguel Reale Júnior (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
O jurista Miguel Reale Júnior (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
  • Grupo liderado pelo jurista Miguel Reale Júnior entregou à CPI uma lista dos crimes que teriam sido cometidos por Bolsonaro

  • Ele é um dos autores do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff

  • O parecer detalha 7 crimes diferentes

O jurista Miguel Reale Júnior, um dos autores do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, lidera um grupo de especialistas que entregou à CPI da covid-19 uma lista dos crimes que teriam sido cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro diante da pandemia.

Em entrevista à GloboNews, o ex-ministro da Justiça afirmou que Bolsonaro cometeu, por exemplo, crime de responsabilidade ao não adotar ações efetivas de enfrentamento ao coronavírus e dar prioridade às medidas voltadas para a economia.

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Segundo o jurista, "não foi negligência, foi uma política pensada".

O grupo de juristas entregou o parecer à comissão na terça-feira (14) e nele detalham 7 crimes que teriam sido cometidos pelo presidente da República:

  • Crime de responsabilidade pela violação de garantias individuais

  • Crime de epidemia

  • Crime de infração de medida sanitária preventiva

  • Charlatanismo

  • Incitação ao crime

  • Prevaricação

  • Crimes contra a humanidade

Em entrevistas ao Yahoo!, diversos senadores da CPI destacaram a falta de ação do governo federal para frear a pandemia, como o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Ele avaliou que a comissão tem revelado “um governo absolutamente sem coordenação” no combate à pandemia causada pelo coronavírus.

“É um quebra-cabeça que mostra um governo absolutamente sem coordenação, retalhado entre grupos que querem uma vantagem financeira, querem uma vantagem imediata. Tudo muito lamentável”, afirmou o parlamentar.

O senador citou ainda o presidente. “A gente tem provas suficientes da atuação de Jair Bolsonaro como o coordenador central das decisões do governo federal. É ele que decide, por exemplo, não comprar as vacinas do Butantan. É ele que decide boicotar iniciativas de distanciamento social, do uso de máscaras, enfim, os cuidados básicos. É ele que escolhe ter um assessoramento paralelo, contrário ao próprio Ministério da Saúde. Isso tudo é responsabilidade do Bolsonaro”.

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