Juristas pedem que STF inclua em inquérito empresários que defendem golpe

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro durante ato em 7 de setembro de 2021 (Foto: Andressa Anholete/Getty Images)
Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro durante ato em 7 de setembro de 2021 (Foto: Andressa Anholete/Getty Images)

Juristas pediram ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que inclua no inquérito sobre milícias digitais antidemocráticas os empresários bolsonaristas que defenderam explicitamente um golpe de Estado caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vença as eleições de outubro.

Segundo o portal Metrópoles, eles também pediram a apreensão de celulares dos empresários e demais membros do grupo de WhatsApp “Empresários & Política”, a apuração da participação deles na preparação dos atos que acontecerão em 7 de Setembro, além do depoimento deles.

Caso o pedido seja acatado por Moraes, a PGR (Procuradoria-Geral da República) terá de se manifestar sobre o caso.

Ainda de acordo com o portal Metrópoles, assinam a petição:

  • Associação Brasileira de Juristas Pela Democracia (ABJD)

  • Associação de Juízes para a Democracia (AJD)

  • Associação Americana de Juristas (AAJ-Rama Brasil)

  • Instituto de Pesquisas e Estudos Avançados da Magistratura e Ministério Público do Trabalho (Ipeatra) Comissão Justiça e Paz de Brasília (CJP-DF)

Reação de Bolsonaro

Durante evento em São José dos Campos (SP), o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse ser “fake news” que empresários bolsonaristas tenham incitado um golpe de Estado em um grupo de Whatsapp. As mensagens não foram desmentidas pelos envolvidos.

"Chega de fake news", disse o candidato à reeleição irritado. Ele chegou a destratar membros de sua equipe durante o comício. Em um momento, um integrante se aproxima e ele diz: "Ninguém bota a mão em mim aqui".

O presidente então questiona quem são os membros do grupo "Empresários & Política". Ao ouvir o nome de um dos seus maiores apoiadores, questiona: "Luciano Hang falando em dar golpe?".

Entenda o caso

Empresários que apoiam o Bolsonaro estão defendendo abertamente um golpe de Estado caso o ex-presidente Lula vença as eleições de outubro. A informação foi divulgada na tarde de quarta-feira (17) pelo jornalista Guilherme Amado, do portal Metrópoles.

O grupo de WhatsApp chamado “Empresários & Política” está sendo acompanhado há meses pela coluna.

De acordo com o jornalista, além da defesa explícita de um golpe por parte de alguns integrantes do grupo, constam também na troca de mensagens ataques ao STF, ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e a quaisquer pessoas ou instituições contrárias ao atual chefe do Executivo.

Ainda segundo o jornalista do portal Metrópoles, o grupo reúne empresários de várias partes do Brasil, como:

  • Luciano Hang, dono da Havan

  • Afrânio Barreira, do Grupo Coco Bambu

  • José Isaac Peres, dono da gigante de shoppings Multiplan

  • José Koury, dono do Barra World Shopping, no Rio de Janeiro

  • Ivan Wrobel, da construtora W3 Engenharia

  • Marco Aurélio Raymundo, dono da marca de surfwear Mormaii

O apoio a um golpe para impedir a eventual posse de Lula, principal adversário de Bolsonaro e líder em todas as pesquisas eleitorais até o momento, ficou escancarado no dia 31 de julho.

Foi José Koury quem abordou o tema: ele afirmou que preferia uma ruptura à volta do PT (Partido dos Trabalhadores) ao poder.

Qual a data das Eleições 2022?

O primeiro turno das eleições será realizado no dia 2 de outubro, um domingo. Já o segundo turno – caso necessário – será disputado no dia 30 de outubro, também um domingo.

Veja a ordem de escolha na urna eletrônica nas Eleições 2022

  1. Deputado federal (quatro dígitos)

  2. Deputado estadual (cinco dígitos)

  3. Senador (três dígitos)

  4. Governador (dois dígitos)

  5. Presidente da República (dois dígitos)