Justiça acolhe denúncia contra Jairinho por tortura de filha da ex-namorada

Pedro Madeira
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A Justiça do Rio acolheu a denúncia da Delegacia de Criança e Adolescente Vítima (DECAV) e abriu processo penal contra Jairinho por torturar a filha de uma ex-namorada. O vereador foi enquadrado na Lei de Tortura com agravante por prática contra criança, podendo pegar pena máxima superior a quatro anos. Na decisão, não foi decretada sua prisão preventiva pois os fatos ocorreram há dez anos, entre 2011 e 2012.

De acordo com a decisão, a ação contra o réu ocorre com base nos laudos periciais e depoimentos, inclusive o da menina, que foram colhidos na fase inquisitorial e confirmam as torturas contra a garota , que hoje tem 13 anos. Uma das pessoas ouvidas na DECAV foi a avó da vítima, uma parlamentar, que disse ter estranhado o comportamento da neta quando ela a agarrou e, chorando e vomitando, pediu para que não a deixasse sair sozinha com Jairinho.

Em outro episódio, ela relata que a menina chegou com o braço imobilizado e Jairinho justificou dizendo que fora um acidente nas aulas de judô. O professor da academia negou o fato.

O delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), concluiu, nesta segunda-feira, dia 3, o relatório do inquérito que apura a morte de Henry Borel Medeiros, de 4 anos. No documento, são indiciados a mãe do menino, a professora Monique Medeiros da Costa e Silva, e o namorado dela, o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido), pelo crime de homicídio duplamente qualificado, por emprego de tortura e impossibilidade de defesa do menino.

O parlamentar também foi indiciado duas vezes por tortura, e a professora uma vez, por conta de outros episódios de violência praticados contra Henry — inclusive um relatado pela babá em tempo real à professora, durante a tarde de 12 de fevereiro.