Justiça americana aceita acusação de agressão sexual contra príncipe Andrew da Inglaterra

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Um juiz de Nova York negou nesta quarta-feira (12) o pedido do príncipe Andrew para rejeitar uma denúncia de agressão sexual que uma mulher americana apresentou contra ele. Os fatos teriam acontecido em 2001.

Em sua decisão, o juiz Lewis Kaplan decidiu que a petição do príncipe para arquivar a ação civil, apresentada em 2021 por Virginia Giuffre, uma das vítimas dos crimes sexuais do financista americano Jeffrey Epstein, deve ser "negada em todos os seus aspectos".

Giuffre afirma que foi agredida sexualmente pelo príncipe na casa de Epstein, em Nova York, em sua ilha privada das Ilhas Virgens. Ela também diz ter sido vítima de uma agressão sexual em Londres, na casa de Ghislaine Maxwell, companheira do financista, que foi condenada em dezembro à prisão perpétua por tráfico de menores com finalidades sexuais, para Epstein.

Giuffre, que na época ela tinha 17 anos, alega que Epstein a “emprestou” para ter relações sexuais com seus poderosos e ricos amigos, entre eles Andrew, acusações que o príncipe negou em várias ocasiões.

Ainda assim, Kaplan rejeitou, em um documento de 44 páginas, que a denúncia de Giuffre seja "ininteligível", "vaga" ou "ambígua", como dizem os advogados do príncipe.

A defesa de Andrew argumentou que Giuffre assinou um acordo de US$ 500.000 com o financista americano, em 2009, para não processá-lo ou a "outros réus em potencial".

O juiz também rejeita este ponto em seu escrito, que data de terça-feira, mas foi publicado apenas nesta quarta-feira.

Amizade com Epstein

Na família real britânica, o prícipe “playboy” e militar corajoso, como era conhecido, passou a ser um pária.


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