Justiça argentina ordena investigação de Macri por submarino que afundou em 2017

·1 minuto de leitura
Parentes da tripulação do submarino argentino San Juan se manifestam fora da base naval de Mar del Plata, em 17 de novembro de 2018
Parentes da tripulação do submarino argentino San Juan se manifestam fora da base naval de Mar del Plata, em 17 de novembro de 2018

Um tribunal da Argentina ordenou nesta quinta-feira a investigação da responsabilidade do ex-presidente Mauricio Macri e de seu ministro da Defesa no caso do submarino ARA San Juan, cujos 44 tripulantes morreram quando ele afundou em alto-mar, em 2017.

O submarino, um TR-1700 de fabricação alemã, serviu desde 1985, até sofrer uma aparente explosão interna devido a falhas técnicas, depois de sumir dos radares quando patrulhava águas argentinas em busca de pesqueiros clandestinos.

A Câmara Federal de Comodoro Rivadavia também pediu a investigação do ex-chefe da marinha de guerra Marcelo Srur, que, juntamente com Macri e Aguad, havia sido desvinculado da causa pela juíza de primeira instância, Marta Yáñez.

A investigação deverá, agora, ser revisada e ampliada, após uma apelação apresentada por parentes das vítimas, apoiada pelo promotor do tribunal. A decisão da Câmara confirmou o processo de quatro ex-militares de alta patente da Marinha pelos crimes de "não cumprimento dos deveres de funcionário público, omissão de deveres do ofício e dano culposo agravado pelo resultado de morte", assinala a resolução.

O submarino foi encontrado a cerca de 900 metros de profundidade por uma embarcação da empresa Ocean Infinity, após mais de um ano de buscas com o apoio da Marinha de outros países.

O tribunal solicitou que os questionamentos aos ex-funcionários enfatizem "os registros que dão conta dos cortes orçamentários que afetavam as Forças Armadas, principalmente os navios que participavam de operações".

Macri também é acusado, em outro tribunal, de supostas manobras de espionagem de parentes dos submarinistas mediante escutas e acompanhamentos quando eles protestavam para que o governo aumentasse seu compromisso com as buscas pelo ARA San Juan.

dm/ll/lb