Justiça britânica aprova plano polémico

A justiça do Reino Unido autorizou o polémico plano do Governo de Boris Johnson de enviar para o Ruanda os migrantes e solicitantes de asilo que chegaram ilegalmente ao território.

O juiz Jonathan Swift rejeitou a providência cautelar das duas organizações não-governamentais Care4Calais e Detention Action por considerar “importante para o interesse público que a ministra do Interior possa aplicar as decisões de controlo da imigração”.

As ONG's apresentaram recurso que será analisado segunda-feira.

Para o advogado da Care4Calais, James Nichol, "a sentença é devastadora para os refugiados. Esta é uma política brutal. Falaram com mais de uma centena de pessoas que foram notificadas e que serão retiradas à força do país. São pessoas de países devastados pela guerra, que já estão traumatizadas, o que simplesmente aumenta a agonia e causa mais traumas. É um escândalo absoluto. "

Os planos do Executivo britânico mereceram já a reprovação do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. A agência já fez saber que não aprova o projeto e acusou Londres de falta de honestidade.

No Ruanda, a líder da oposição, Victoire Ingabire, afirma que "a Grã-Bretanha critica o Governo ruandês sobre o tema dos Direitos Humanos, mas ao mesmo tempo envia pessoas para o país que eles criticam. Portanto, é o mundo virado de cabeça para baixo".

O primeiro voo, com rumo ao Ruanda, com os migrantes a bordo, está previsto sair do Reino Unido na próxima terça-feira.

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