Justiça concede prisão domiciliar a advogada acusada de levar bilhetes a Marcinho VP em presídio federal

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RIO — O juiz convocado Nivaldo Brunoni, da Tribunal Regional Federal da 4ª Região, concedeu prisão domiciliar, com monitoramento eletrônico, a advogada Luceia Aparecida Alcântara de Macedo, acusada de integrar uma estrutura organizada para burlar o sistema penitenciário federal e fortalecer os chefes da maior facção criminosa do Rio por meio da troca de bilhetes envolvendo policiais penais. Ela está presa preventivamente, desde o último dia 15, quando foi deflagrada a Operação Efialtes, pela Polícia Federal (PF).

De acordo com a decisão, Luceia não poderá manter contato com os outros 23 investigados pela participação no esquema criminoso. O magistrado deferiu a substituição da prisão preventiva pela domiciliar a pedido dos advogados Thiago Minagé e Luiz Fernando Stoinsk, que alegaram que a advogada é mãe de uma criança menor de 12 anos que está sob os cuidados de uma empregada doméstica, já que o pai está foragido e ela não possui vínculos com os avós maternos e paternos.

A Operação Efialtes foi planejada a partir de informações detectadas pelas unidades de inteligência e contrainteligência do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) acerca de possíveis irregularidades de cunho administrativo e criminal possivelmente cometidas pelo servidor Docimar Pinheiro, flagrado por câmeras de segurança da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, fazendo mais de 30 entregas de bilhetes a detentos.

As investigações identificaram e desmantelaram uma rede de transmissão de ordens de chefes da maior organização criminosa do Rio que estão presos na unidade prisional como Fabiano Atanásio da Silva, o FB, e Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, para integrantes que estão em liberdade.

Segundo a PF, Luceia atuava diretamente na transmissão de ordens das lideranças da facção criminosa, sendo a responsável por organizar a entrada e a saída de bilhetes de Catanduvas e de fazer pagamentos a mando dos bandidos. Ela teria movimentado, durante cerca de dois anos, R$ 5 milhões em transações bancárias, sendo mais de R$ 500 mil em espécie. A advogada é acusada ainda pelo crime de lavagem de dinheiro, cometido através da compra de carros, imóveis e cavalos de corrida no Rio.

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