Justiça condena coronel que fez ataques homofóbicos contra PM gay, no DF

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RIO - O tenente-coronel Ivon Correa, da Polícia Militar do Distrito Federal, foi condenado nesta quinta-feira a pagar indenização por danos morais pelos ataques homofóbicos feitos contra um subordinado. A vítima é o soldado Henrique Harrison, de 29 anos. Ele sofreu ofensas após publicar uma foto dando um beijo em seu marido na cerimônia de formatura.

A decisão do juiz Pedro Matos de Arruda, da 7ª Vara Cível de Brasília, condenou o réu a pagar R$ 25 mil ao sargento ofendido. Trata-se do valor integral solicitado na ação judicial.

As ofensas de Freitas foram feitas em um áudio que começou a circular em grupos de policiais militares no WhatsApp, em janeiro do ano passado. Naquela altura, Harrison tinha acabado de se formar no curso de soldados da corporação. Após a cerimônia, ele foi fotografado de farda ao dar um "selinho" no companheiro.

Nos dias seguintes, um áudio cuja autoria não foi negada pelo tenente-coronel Correa começou a ser compartilhado. O oficial dizia, entre outras coisas, que "a porção terminal do intestino é deles e eles fazem o que quiserem”. Mas que o beijo de Harrison com seu marido foi uma "tentativa de enxovalhar" a farda.

"Se vocês chegarem em qualquer uma das três Forças Armadas, existe essa figura, o homossexualismo, mas eu nunca vi um piloto de caça gay, ou melhor, que se exponha como gay. Gay ele pode ser o tanto que quiser, mas que se exponha enquanto fardado. Eu jamais vi um comandante da marinha fazendo essa frescura toda que está aparecendo ai. Nunca vi no Exército, brigada paraquedista, comandos, e por ai vai, alguém se expondo dessa maneira".

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