Justiça contraria Doria e dá aval para manifestações pró e contra Bolsonaro no mesmo dia em SP

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*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  16-12-2020, 10h00: O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado dos ministros Eduardo Pazuello (Saúde), Braga Netto (Casa Civil) e de vários governadores de estado  durante lançamento da plano nacional de vacinação contra a Covid-19, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 16-12-2020, 10h00: O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado dos ministros Eduardo Pazuello (Saúde), Braga Netto (Casa Civil) e de vários governadores de estado durante lançamento da plano nacional de vacinação contra a Covid-19, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Apesar da proibição do governador João Doria (PSDB), uma decisão da Justiça nesta segunda-feira (30) garantiu aos grupos de oposição a Jair Bolsonaro o direito de realizar manifestação no vale do Anhangabaú, na capital paulista, no dia 7 de setembro.

No mesmo dia, apoiadores do presidente marcaram um ato na avenida Paulista. A manifestação do Dia da Independência tem sido vista com ressalvas pelas autoridades devido às ameaças golpistas incentivadas por Bolsonaro, além tensão causada pela anunciada presença de policiais militares à paisana no protesto.

Diante desse cenário, Doria chegou a afirmar, na semana passada, que manifestações contrárias a Bolsonaro não poderiam ocorrer no dia 7 em nenhum local do estado de São Paulo.

Em sua decisão, o juiz Randolfo Ferraz de Campos foi enfático ao afirmar que "ninguém tem poder para vetar reuniões". A decisão ainda afirma que o governo de São Paulo deve garantir a segurança dos manifestantes.

A proibição de Doria foi atacada por especialistas da área do direito e políticos de partidos de esquerda, que apontaram inconstitucionalidade.

Tanto organizadores dos atos de esquerda como os da direita têm reuniões marcadas com a Polícia Militar para tratar dos protocolos das manifestações.

Apesar da separação geográfica, há risco de conflitos entre grupos antagônicos em estações de metrô e praças usadas como ponto de encontro, por exemplo. O cenário deixa em alerta o comando do policiamento e os próprios articuladores de manifestações.

O ato de esquerda, planejado pela Campanha Fora Bolsonaro, foi inicialmente convocado para a própria avenida Paulista. Como uma decisão judicial do ano passado determina o revezamento do local para atos pró e contra Bolsonaro, o entendimento da PM foi o de que era a vez da situação ocupar o espaço.

A campanha contestou o entendimento da PM e abriu uma disputa pela Paulista. Depois de pressionar Doria na tentativa de reverter o quadro e fracassar, o grupo desistiu da briga e transferiu a concentração para o Anhangabaú.

Doria, eleito governador em 2018 com a dobradinha "BolsoDoria", rompeu politicamente com o presidente e quer enfrentá-lo nas eleições presidenciais de 2022.

Doria tem afirmado que as pessoas contrárias a Bolsonaro poderão usar a avenida Paulista para protestar no dia 12, domingo seguinte ao Dia da Independência. Para esse dia está marcado um ato articulado por MBL (Movimento Brasil Livre), VPR (Vem Pra Rua) e líderes de partidos como Novo e PSL.

A iniciativa, ligada a setores da direita, também expressará apoio a uma terceira via para as eleições de 2022, como opção a Bolsonaro a ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O governador paulista busca se colocar como o presidenciável do PSDB e ocupar esse espaço.

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