Justiça da Itália aceita denúncia por fraude em prova feita por Luís Suárez

O Tribunal de Perúgia, na Itália, aceitou na última terça-feira uma denúncia contra ex-dirigentes de uma universidade do país acusados de fraudar a prova de italiano feita pelo atacante Luís Suárez em 2020, quando ele negociava uma possível transferência para a Juventus. Os réus são a ex-reitora da Universidade dos Estrangeiros de Perúgia, Giuliana Grego Bolli, o ex-diretor-geral, Simone Olivieri, e a professora Stefania Spina, que chefiava o Centro de Certificações Linguísticas da instituição.

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Todos eles responderão pelo crime de falsidade ideológica, falsidade material e revelação de segredo oficial, segundo a agência Ansa. A advogada da Juventus, Maria Cesarina Turco, foi absolvida. O advogado de Olivieri, Francesco Falcinelli, disse não estar preocupado com a aceitação da denúncia.

“Estou convencido de que o debate permitirá, através do contraditório probatório, a reconstrução rigorosa dos fatos históricos, dos quais poderá emergir a ausência da responsabilidade atribuída ao doutor Simone Olivieri”, disse.

Suárez fez um exame para comprovar seu domínio do idioma italiano na universidade, que é um dos principais centros de ensino de línguas no país, em 17 de setembro de 2020, quando tentava se transferir para a equipe de Turim.

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Na ocasião, o Ministério Público e a Guarda de Finanças começaram a investigar supostas irregularidades em processos para o jogador conseguir a cidadania por meio da instituição e acabaram gravando conversas telefônicas que indicavam uma possível fraude no exame do atacante.

Segundo o MP do país, o conteúdo da prova de avaliação foi “previamente comunicado” ao uruguaio pela universidade, que chegou a “pré-determinar o resultado e a pontuação do exame para corresponder aos pedidos que haviam sido feitos pela Juventus”.

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Casado com uma cidadã italiana, Suárez poderia obter a nacionalidade caso comprovasse conhecimento em nível ao menos intermediário do idioma (o chamado B1). A etapa era uma das principais para garantir a transferência para a Juventus, que não podia mais contratar extracomunitários (jogadores de fora da União Europeia) naquela temporada.

Como não haveria tempo de concluir o processo de cidadania antes do fechamento da janela de transferências, o clube desistiu da contratação, que acabaria contratado pelo Atlético de Madrid. Em depoimento à Justiça italiana, o próprio uruguaio admitiu ter recebido de Spina um arquivo com o conteúdo da prova. A professora nega e afirma ter enviado apenas um material usado em aula.

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