Justiça decreta prisão de segundo pintor por morte de idosa e diarista do Rio

O plantão judicial do Tribunal de Justiça do Rio decretou, na manhã deste sábado, dia 11, a prisão temporária de Willian Oliveira Fonseca pelos crimes de duplo latrocínio, extorsão qualificada e incêndio. De acordo com investigações da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), ele é suspeito de, com Jhonatan Correia Damasceno, matar a aposentada Martha Maria Lopes Pontes, de 77 anos, e de sua diarista, Alice Fernandes da Silva, de 51, em um prédio de luxo no Flamengo, na Zona Sul do Rio, anteontem. Jhonatan foi preso em flagrante e Willian já é considerado foragido.

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Ainda segundo o inquérito, os dois realizaram como pintores recentemente um serviço no apartamento de Martha. Ao prestar depoimento na DHC, Jhonatan confessou envolvimento no crime, mas afirmou ser Willian o responsável por cortar o pescoço das vítimas e ainda queimar o corpo da patroa. Contra ele, já havia um mandado de prisão em aberto pelo crime de roubo. Nas imagens que os mostram no condomínio, eles aparecem às 13h34 de máscaras, bonés e mochilas e carregam uma sacola plástica.

Os cadáveres das duas mulheres foram localizados, por volta de 17h, por homens dos quartéis do Catete e do Humaitá do Corpo de Bombeiros. Eles foram acionados devido a um incêndio no apartamento onde estavam as vítimas. Pouco depois, uma faixa da Avenida Rui Barbosa chegou a ser interditada pela Polícia Militar, segundo o Centro de Operações (COR) da Prefeitura do Rio.

Segundo o laudo de exame de necropsia, a causa da morte de Martha e Alice foi esgorjamento — lesão profunda que atingiu a garganta das vítimas e que foi provocada por ação corto-contundente, possivelmente uma faca. Filho de Alice, o bombeiro hidráulico Diogo Felixberto Fernades da Silva, de 27 anos, contou que os pintores já haviam voltado ao apartamento outras vezes em busca de dinheiro, embora o serviço já tivesse sido quitado por Martha.

— O serviço foi feito e todo pago, mas eles estavam coagindo a dona Martha a dar mais dinheiro. A dona Eleonora, filha dela, contou que há 15 dias eles bateram lá contando uma história triste e querendo mais dinheiro. Em outro episódio, na última semana, eles foram lá novamente, desta vez só com a dona Marta, colocaram o pé na porta, a ameaçaram e a coagiram para levar mais dinheiro. Nesse dia, a minha mãe não estava lá — contou.

Durante a madrugada, testemunhas foram ouvidas da sede da DHC, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade. Viúvo de Alice, o porteiro Hilário Rodrigues Leite, de 62 anos, acredita que a mulher tenha tentado defender a patroa de agressões e acabou morrendo.

— Acredito que ela foi tentar defender a dona Martha. Deixaram entrar: eles disseram que a dona Marta deixou entrar. Não se sabe. Disseram serem os pintores — disse, acrescentado que, pelo horário, já não era mais para ela estar no apartamento. — Ela saiu de casa às 6h, eu fiquei dormindo, porque era o horário normal. Ela saia sempre às 15h, quando eu passava lá. Mas, ontem, não sei o que aconteceu, não era para ela estar lá.

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