Justiça decreta prisão temporária de suspeito de matar menina de 4 anos no ABC

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Justiça decretou nesta terça-feira (13) a prisão temporária por 30 dias do suspeito de matar com um tiro no tórax uma criança de 4 anos, na noite de domingo (11), em Santo André (ABC). Ele fugiu em seguida e está sendo procurado pela polícia.

O delegado seccional Francisco José Alves Cardoso afirmou ao Agora que o assassinato de Ester de Oliveira Sigoli "causa repulsa e é muito triste". "Nosso objetivo é prender ele [atirador]."

Segundo relatado pela mãe da vítima, uma dona de casa de 22 anos, a motivação para o crime seria uma antiga desavença entre Bruno de Freitas Lopes, 27 anos, e o pai da menina, por causa de uma vaga de garagem.

De acordo com boletim de ocorrência registrado domingo no 2º DP de Santo André, a família da criança disse que o ex-vizinho é quem fez os disparos, que também atingiram o pai da menina. O suspeito não tem defesa constituída, segundo a polícia.

O delegado Marco Aurélio Gonçalves, titular do 5º DP de Santo André, afirmou nesta terça-feira já ter colhido o depoimento de 15 pessoas desde domingo. "Estamos trabalhando até altas horas para descobrir o paradeiro dele."

Os depoimentos ajudam a polícia a entender com mais detalhes o que teria motivado o crime. O policial, porém, preferiu não detalhá-los para evitar prejudicar o andamento da investigação.

O suspeito, segundo registrado pela polícia, já foi preso ao menos três vezes, sendo uma por roubo, outra por receptação de produto de origem criminosa e também por violência doméstica.

Segundo a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária), Lopes deu entrada pela primeira vez no sistema prisional em 16 de janeiro de 2012, mesmo dia em que foi preso em flagrante por roubo, em Santo André. Ele permaneceu no CDP (Centro de Detenção Provisória) da cidade por três dias, quando foi solto para responder ao caso em liberdade.

Em 12 de agosto do ano seguinte, ele foi encaminhado à mesma unidade carcerária, por um crime de violência doméstica. Ele acabou solto 18 dias depois, "em virtude de extinção de punibilidade", de acordo com a SAP.

Lopes, que é identificado como mecânico em um dos boletins de ocorrência, voltou a ser preso em 9 de abril de 2015, quando deu entrada no CDP de Pinheiros, na zona oeste da capital paulista, pelo crime de receptação. Ela permaneceu atrás das grades até 15 de fevereiro de 2018, quando progrediu para o regime aberto.

Sobre o assassinato de Ester, o pai dela afirmou em depoimento à polícia que o suspeito o surpreendeu com os tiros, por volta das 20h30, quando ele desembarcava do carro com quatro crianças e a mulher.

Após os tiros, a mãe de Ester partiu para cima do suspeito, ainda de acordo com a polícia, que a teria agredido com uma coronhada na testa --a mulher ficou ferida. Ele fugiu, em seguida, de carro.

Ester foi ferida com um tiro na região do tórax e seu pai no braço e na perna esquerdos. Mesmo ferido, ele dirigiu seu carro até a emergência do CHM (Centro Hospitalar do Município). Antes disso, ele deixou as três crianças que estavam no carro com uma parente.

No hospital, a criança não resistiu e dois projéteis, de revólver, foram retirados dos membros de Sigoli. Ele teve alta em seguida e foi à delegacia, onde prestou depoimento. "Ele ressaltou que já havia sido ameaçado de morte, recentemente [pelo suspeito] e que já havia ocorrido desavenças anteriores entre eles", diz trecho do relato.

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