Justiça determina bloqueio de bens de secretário de saúde de Belford Roxo

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RIO - A Justiça determinou o bloqueio de bens do secretário de saúde de Belford Roxo, Christian Vieira da Silva, no valor de R$1.98 milhão. A decisão atende a pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro na ação civil pública por improbidade administrativa durante a campanha de vacinação no município.

Segundo o MP, a prefeitura desrespeitou os critérios do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação ao ampliar a campanha de forma desordenada e sem critérios técnicos, como quando determinou a vacinação na sede da Secretaria Municipal de Saúde independente da idade, com doses que supostamente teriam sobrado de dias anteriores nos postos de vacinação. Mas, de acordo com o MP, as vacinas poderiam ser aplicadas nos próprios postos.

Outra situação destacada pelo Ministério Público é que, desde julho, a prefeitura tem aplicado vacinas em pessoas acima de 18 anos, em desrespeito ao critério de idade, na Policlínica São José, o que gerou filas e aglomerações. Além disso, a Justiça determinou também que o município cumpra o Plano Nacional, e se abstenha de aplicar sobras de doses em desacordo com o plano.

Já a prefeitura de Belford Roxo afirma que não aplicou doses em pessoas que estavam fora do calendário municipal de vacinação, que a Secretaria Municipal de Saúde apenas recolheu as sobras para centralizar a distribuição em alguns pontos da cidade, e que algumas pessoas conseguiram se vacinar, inclusive as que estavam fora da faixa etária atendida. A prefeitura afirma ainda que não há orientação no Plano Nacional de Imunização sobre como aplicar as sobras das vacinas, e que o secretário Christian Vieira e a o município ainda não foram notificados pela Justiça.

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