Justiça determina nova eleição na Confederação de Hipismo

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A Justiça do Rio de Janeiro determinou a deposição da chapa vencedora da eleição da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH), que comanda a entidade desde fevereiro, e a realização de novas eleições, conforme determina o estatuto da CBH. O processo eleitoral estava sub judice desde novembro do ano passado, quando a eleição estava marcada, mas não aconteceu porque as chapas foram impugnadas por falta de documentação.

Há dois processos sobre o caso em andamento na 34ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Nesta quinta-feira, o juiz João Marcos Fantinato deu pareceres parecidos em ambos os processos, em que fez a mesma determinação. Cabe recurso.

A sentença de Fantinato ao destituir a diretoria deixa a CBH acéfala. Em uma das decisões, ele afirmou que não era o caso de nomeação de um interventor, conforme havia sido pedido pela Federação Paulista de Hipismo, por que extrapola a “função judicial”.

O atual presidente da CBH, João Loyo, afirmou que ainda não teve acesso a decisão, mas que pediu para o departamento jurídico da confederação analisar o caso. Entretanto, disse que a cumprirá:

— De toda forma, posso afirmar que, não obstante o direito de recurso que será exercido no seu devido tempo, se a decisão tiver eficácia imediata, ela será cumprida.

Entenda a crise

A crise nas eleições da CBH começou em novembro do ano passado, quando o pleito estava marcado. As duas chapas inscritas foram impugnadas por falta de documentação. E uma nova eleição foi marcada para o dia 29 de janeiro.

Na nova data, houve confusão e uma das chapas, comandada por Bárbara Laffranchi, alegando uma série de irregularidades, como impedimento de eleitores de votarem, se retirou da assembleia oficial e realizou outra votação, com a presença de uma tabeliã, em que obteve maioria dos votos de federações e cavaleiros. Entretanto, como essa votação não era a oficial, a outra chapa, encabeçada por Kiko Mari foi oficialmente eleita.

A chapa de Bárbara entrou na Justiça e conseguiu que nova uma eleição fosse marcada, onde os votos dos eleitores que não puderam participar fossem computados. O pleito aconteceu em maio, com vitória dela. Porém, ela ganhou, mas não levou. Uma hora antes da eleição ter acontecido, um desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro derrubou a decisão de primeira instância que determinou as eleições.

Sobre a decisão desta quinta-feira, Fernando Sperb, que foi candidato a vice na chapa de Bárbara, disse que aguarda a marcação da eleição com a maior brevidade possível.

— Nós aguardamos e esperamos que sejam marcadas as eleições com a maior brevidade possível para que possamos efetivamente ter um processo democrático e que possa haver a eleição das pessoas escolhidas pela maioria do colégio eleitoral — contou Fernando.

Presidente eleito renunciou

No meio de todo esse imbróglio, Kiko Mari, que havia sido eleito renunciou ao cargo pouco mais de seis meses após ser eleito, e o vice, João Loyo, assumiu. Ele alegou “motivos de foro íntimo” e que a abdicação era “em prol de um projeto maior”.

A situação abriu uma nova crise dentro da CBH. A chapa de Bárbara encomendou um parecer jurídico, em que afirmava que uma nova eleição deveria ser convocada. Loyo também elaborou um parecer que afirmava o contrário.

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